{"id":229,"date":"2015-10-09T00:31:32","date_gmt":"2015-10-08T23:31:32","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=229"},"modified":"2018-05-26T15:45:06","modified_gmt":"2018-05-26T14:45:06","slug":"ilhas-da-ria-formosa-capitulo-v","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=229","title":{"rendered":"Ilhas da Ria Formosa \u2013 cap\u00edtulo V"},"content":{"rendered":"<p>O quinto tro\u00e7o foi a ilha da Culatra, com paragem a meio para pequeno almo\u00e7o.<\/p>\n<p>A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/highwaystar.org\">Highway Star<\/a> que desenvolvi para o sistema operativo Android.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/RiaFormosa-cap5.kml\">RiaFormosa-cap5.kml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05.jpg\" rel=\"attachment wp-att-231\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-231\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05-640x296.jpg\" alt=\"Ilhas-mapa-05\" width=\"640\" height=\"296\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05-640x296.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05-1024x474.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05-100x46.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Ilhas-mapa-05.jpg 1784w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>In\u00edcio: 26-09-2015, 08:36<br \/>\nVelocidade m\u00e9dia: 2.827 km\/h<br \/>\nTempo: 02h 56m 31.618s<br \/>\nEspa\u00e7o: 8.318 km<\/p>\n<p>Cheg\u00e1mos \u00e0 Culatra! Conseguimos passar a barra de Faro.<\/p>\n<blockquote><p>Um dia, h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, morri ali; e voltei a nascer. Estava a fazer ca\u00e7a submarina do lado leste do molhe da Culatra\/Farol e apanhei um polvo com tr\u00eas quilogramas e meio. O polvo era enorme e tive imensa dificuldade em domin\u00e1-lo. Tinha o polvo preso no arp\u00e3o da espingarda e queria pendur\u00e1-lo na boia para poder continuar a ca\u00e7ar, mas o polvo era demasiado grande e r\u00e1pido. Demorei talvez quinze minutos para conseguir faz\u00ea-lo. Era de manh\u00e3, numa lua de mar\u00e9s vivas e a mar\u00e9 estava a encher. Eu estava concentrado a lidar com o polvo e n\u00e3o dei conta de estar a ser, lentamente, puxado pela corrente. Quando me apercebi, j\u00e1 estava demasiado pr\u00f3ximo da entrada da barra e a corrente era t\u00e3o forte que, apesar do desespero com que bati os p\u00e9s n\u00e3o consegui contrariar a for\u00e7a da \u00e1gua. Deixei-me levar e centrei a minha aten\u00e7\u00e3o em evitar embater nas pedras do molhe. Entretanto a boia ficou presa nas rochas. Tive que largar a arma, que estava atada \u00e0 boia por uma corda com cerca de quinze metros, e deixei-me levar pela \u00e1gua. Passei ao lado de um cargueiro enorme, \u00e0 entrada da barra, e depois junto a uma traineira. Acenei a pedir ajuda, mas o pescador acenou-me de volta, como se me cumprimentasse. As ondas eram enormes e tapavam-me a visibilidade. Olhei para o fundo e n\u00e3o vi nada, apenas \u00e1gua por ali abaixo: mais de cinquenta metros de profundidade. Desisti. Logo depois, j\u00e1 no interior da Ria, a barra alarga, a \u00e1gua tem mais espa\u00e7o, a ondula\u00e7\u00e3o diminui e a corrente acalma. Nadei para o molhe. Entretanto a boia, que se tinha soltado, veio com a corrente e pude recolh\u00ea-la, assim como a arma e o polvo. Foi a segunda vez que nasci.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Cheg\u00e1mos \u00e0 Culatra. O maior obst\u00e1culo estava vencido. J\u00e1 nada nos podia parar, nem mesmo a pr\u00f3xima barra com mais de quinhentos metros de comprimento. Senti uma felicidade extrema e uma for\u00e7a enorme para continuar.<\/p>\n<p>Chegada \u00e0 Culatra<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-260\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-260\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-2-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-2\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Barra de Faro, uma barra concorrida. Aqui a Culatra, ao fundo a Barreta.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-3.jpg\" rel=\"attachment wp-att-261\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-261\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-3-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-3\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-3.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-3-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-4.jpg\" rel=\"attachment wp-att-262\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-262\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-4-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-4\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-4.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-4-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Partimos, ao longo do molhe, a caminho do farol. Ainda n\u00e3o eram 9h e quase n\u00e3o se via ningu\u00e9m, para al\u00e9m dos pescadores.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-5.jpg\" rel=\"attachment wp-att-264\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-264\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-5-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-5\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-5.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-5-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao fim de um quil\u00f3metro, cheg\u00e1mos ao fim do pont\u00e3o. Nesse local, para leste, para o lado do mar, est\u00e3o as ru\u00ednas de um antigo pont\u00e3o que, em 1984, ainda protegia uma pequena praia que tinha um acesso por uma escada de pedra, um pouco mais a norte.<\/p>\n<p>Fotografia do pont\u00e3o que protegia a prainha, durante uma agita\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de levante. Foto minha de 1984.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Farol001_20-640x434.jpg\" alt=\"Farol001_20\" width=\"640\" height=\"434\" class=\"alignnone size-medium wp-image-283\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Farol001_20.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Farol001_20-100x68.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<blockquote><p>Numa noite de agosto de 1984, por volta da meia noite, fui fazer ca\u00e7a submarina para a prainha. Cerca de meia hora mais tarde, ouvi um burburinho, vindo do pont\u00e3o e tirei a cabe\u00e7a para fora da \u00e1gua para tentar perceber o que se passava. Eram os meus parceiros de f\u00e9rias, que caminhavam pelo pont\u00e3o, naquela noite sem lua, a gritar &#8220;invas\u00e3o, invas\u00e3o&#8221;. Prolongavam bastante a primeira s\u00edlaba, carregada talvez pelo vodca e pelo gin que tinham bebido no caf\u00e9 da Associa\u00e7\u00e3o dos moradores do Farol, e o som &#8211; caso seja poss\u00edvel reproduzi-lo em escrita &#8211; era algo como &#8220;in-iinn-vas\u00e3o, in-iinn-vas\u00e3o&#8221;. Voltei a mergulhar a cabe\u00e7a, mas pouco depois o rumor aumentou de amplitude. Um deles &#8211; o Miguel &#8211; atirou-se para a prainha, na escurid\u00e3o, de uma altura de quatro metros, e bateu com o calcanhar numa pedra. Gritou de dor, os outros correram a ajud\u00e1-lo, mas os sete decilitros de gin que tinha bebido depressa ajudaram a dor a diluir-se. N\u00e3o sabemos se partiu o calcanhar &#8211; que inchou &#8211; mas coxeou durante o resto das f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Cerca de duzentos metros mais \u00e0 frente, e um ano depois, junto \u00e0s escadas de acesso \u00e0 prainha, sentei-me com o Joaquim a comer uma melancia de quatro quilogramas. Comemos metade cada um e fic\u00e1mos a repousar durante mais de uma hora deitados com as costas em cima do cimento escaldante do pont\u00e3o. A ondula\u00e7\u00e3o era fraca e a \u00e1gua tinha cerca de cinquenta cent\u00edmetros, l\u00e1 em baixo, junto \u00e0s escadas que davam acesso \u00e0 prainha. O topo das escadas elevava-se, talvez, dois metros e meio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, e quando vinha uma onda a \u00e1gua teria setenta e cinco cent\u00edmetros de altura. Decidi mergulhar para a \u00e1gua a partir dali. Esperando que viesse uma onda, e saltando bem para a frente, podia chegar quase na horizontal, e compensar a baixa profundidade da \u00e1gua. Se tivesse visto o filme <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mar_adentro\">Mar Adentro<\/a>, que s\u00f3 foi produzido vinte anos depois, talvez tivesse pensado melhor antes de mergulhar. Bati com a cara no fundo, raspei com o peito, fiquei a sangrar do nariz e com a boca cheia de areia.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>Chegada ao farol<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-6.jpg\" rel=\"attachment wp-att-265\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-265\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-6-390x520.jpg\" alt=\"Culatra-6\" width=\"390\" height=\"520\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-6-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-6-75x100.jpg 75w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-6.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A zona do balnear do Farol mudou muito desde que l\u00e1 estive nos anos oitenta. As imedia\u00e7\u00f5es do farol, antes despovoadas, t\u00eam agoras mais constru\u00e7\u00f5es e estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-7.jpg\" rel=\"attachment wp-att-266\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-266\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-7-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-7\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-7.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-7-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Depois de passarmos o farol, descemos at\u00e9 ao areal e come\u00e7\u00e1mos a caminhada pela areia. A mar\u00e9 estava vazia, as dores nos p\u00e9s pareciam ter acalmado, e a areia h\u00famida estava suficientemente compacta para permitir caminhar a um bom ritmo.<\/p>\n<p>Ao fim de quartrocentos metros, depar\u00e1mos com uma obra no meio da praia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-8.jpg\" rel=\"attachment wp-att-267\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-267\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-8-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-8\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-8.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-8-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um tubo largo e enorme descia pela areia, vindo das dunas, at\u00e9 ao mar. Pass\u00e1mos por cima do tubo e continu\u00e1mos o percurso. Mais \u00e0 frente, ouvia-se o som de uma escavadora, que espalhava areia pela praia. Um trabalhador da obra soprou um apito e obrigou-nos a contornar a obra pelo norte, pela zona das dunas. O caminho pela areia seca das dunas \u00e9 mais dif\u00edcil, pois os p\u00e9s enterram-se e derrapam na areia. Fiz\u00e9mos cerca de seiscentos metros pela areia mole, at\u00e9 ao fim da obra, e depois volt\u00e1mos \u00e0 areia molhada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-9.jpg\" rel=\"attachment wp-att-269\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-269\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-9-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-9\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-9.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-9-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A cerca de dois quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia do farol, fica a zona dos hangares. Outrora um local com meia d\u00fazia de edifica\u00e7\u00f5es para guardar equipamento de pesca, est\u00e1 agora transformado numa zona de suporte a turismo quase selvagem, com uma m\u00edriade de constru\u00e7\u00f5es ilegais na zona da ria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-10.jpg\" rel=\"attachment wp-att-270\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-270\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-10-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-10\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-10.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/01\/Culatra-10-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um quil\u00f3metro mais \u00e0 frente, fica a zona balnear da povoa\u00e7\u00e3o de Culatra. Par\u00e1mos para tomar o pequeno almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Eram 9h30m e n\u00e3o havia ningu\u00e9m na praia. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-11-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-11\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-704\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-11.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-11-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-12-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-12\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-705\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-12.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-12-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De leste a oeste, n\u00e3o se via uma \u00fanica pessoa sobre a areia. A praia da Culatra tem esta carater\u00edstica: mesmo no pico do ver\u00e3o, h\u00e1 imenso espa\u00e7o para desfrutarmos da areia, da \u00e1gua, da calmaria, e podermos ter realmente f\u00e9rias. E n\u00e3o h\u00e1 o risco de deixar de ser assim. Porqu\u00ea? Porque para ir \u00e0 praia da Culatra \u00e9 necess\u00e1rio andar meia hora de barco &#8211; e s\u00f3 h\u00e1 barcos de duas em duas horas &#8211; e, depois, \u00e9 preciso andar meia hora a p\u00e9 at\u00e9 chegar ao mar. Tendo em conta que \u00e0 maior parte dos veraneantes n\u00e3o lhe passa pela cabe\u00e7a apanhar o barco das 7h da manh\u00e3, nem sequer o das 9h, ter\u00e1 que fazer o percurso debaixo da torreira do sol do meio-dia e nunca mais l\u00e1 volta. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Quando estou de f\u00e9rias no Algarve, no ver\u00e3o, levanto-me \u00e0s 5h45m para, depois de um percurso de cinquenta minutos na Via do Infante mais algumas estradas regionais, apanhar o barco das 7h da manh\u00e3, em Olh\u00e3o, e ter uma praia de dez quil\u00f3metros s\u00f3 para mim durante duas horas. \u00c9 esse o meu conceito de para\u00edso na Terra.<\/p>\n<p>Aproxim\u00e1mo-nos da barraca de suporte \u00e0 zona concessionada e par\u00e1mos \u00e0 sombra para tomar o pequeno almo\u00e7o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-13-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-13\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-706\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-13.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-13-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-14-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-14\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-707\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-14.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-14-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-15-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-15\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-710\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-15.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-15-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O meu pequeno almo\u00e7o foi uma bola de arroz e fruta. Enquanto com\u00edamos, chegaram os banheiros que nos pediram para nos afastarmos da barraca, porque precisavam de trabalhar. Termin\u00e1mos o pequeno almo\u00e7o e fomos para o meio do areal. T\u00ednhamos bastante tempo at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima mudan\u00e7a de mar\u00e9 e j\u00e1 n\u00e3o faltava muito para chegarmos ao extremo leste da ilha, por isso aproveit\u00e1mos para descontrair.<\/p>\n<p>Lavei os dentes, fiz uns estiramentos, dei uns mergulhos e fui aos sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-16.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-16-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-16\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-711\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-16.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-16-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os equipamentos de suporte t\u00eam vindo a aumentar na praia da Culatra, nos \u00faltimos anos. Inicialmente, era uma praia selvagem. Depois passou a ter o apoio de um nadador-salvador que vinha de Olh\u00e3o todos os dias. Mais tarde, constru\u00edram uma passadeira de madeira, para evitar que os banhistas se deslocassem por cima das dunas, constru\u00edram os sanit\u00e1rios e a barraca de suporte \u00e0s atividades balneares.<\/p>\n<p>Tenho sentimentos mistos em rela\u00e7\u00e3o a estas altera\u00e7\u00f5es. Por um lado, gosto do ambiente selvagem e natural que uma praia pode proporcionar; por outro lado, se a praia come\u00e7a a ser mais frequentada, \u00e9 bom que haja equipamentos de apoio, nomeadamente sacos para o lixo e recolha desse lixo, pois os veraneantes n\u00e3o s\u00e3o os seres mais conscientes deste mundo.<\/p>\n<p>Povoado da Culatra, ao fundo<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-18-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-18\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-712\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-18.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-18-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>Adoro a Culatra. Gosto de pessoas que t\u00eam uma vida independente, uma vida dura, e que lutam todos os dias para conseguirem colocar comida no prato. Os pescadores desde sempre tiveram a minha admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Culatra \u00e9 a \u00fanica povoa\u00e7\u00e3o, das ilhas de Ria Formosa, com uma escola. Tal como os outros aglomerados de casas destas ilhas, n\u00e3o \u00e9 considerado um povoamento legal, pela administra\u00e7\u00e3o local e central. No entanto, a administra\u00e7\u00e3o central construiu uma escola e um infant\u00e1rio, com professores e educadores pagos pelas entidades p\u00fablicas; e, sempre que h\u00e1 elei\u00e7\u00f5es, h\u00e1 mesas de voto na ilha.<\/p><\/blockquote>\n<p>A casa de banho \u00e9 outro dos equipamentos bem vindos numa praia que, apesar de ter um acesso dif\u00edcil, tem bastantes visitantes, principalmente na hora de mais calor. Quando cheguei \u00e0 casa de banho, a \u00e1gua corria pela sanita: o autoclismo estava avariado. Tentei comp\u00f4-lo para evitar a perda de \u00e1gua &#8211; que \u00e9 um bem precioso, no Algarve de ver\u00e3o -, mas precisava mesmo de ser substitu\u00eddo. Fechei a torneira e fui informar o respons\u00e1vel pela barraca da praia. Inicialmente recebeu-me mal, j\u00e1 nos tinha expulso de perto da barraca &#8211; deve ter pensado que fic\u00e1mos por ali a dormir na noite anterior, que \u00e9ramos uns vagabundos &#8211; mas depois, quando percebeu a minha preocupa\u00e7\u00e3o, agradeceu-me &#8211; disse-me que j\u00e1 tinha comunicado aos respons\u00e1veis &#8211; e foi tentar reparar o autoclismo.<\/p>\n<p>Espalhei protetor solar na cara, coloquei os \u00f3culos escuros, pois \u00edamos caminhar contra o sol, que ao refletir na \u00e1gua multiplica a intensidade luminosa, pus a mochila \u00e0s costas e recome\u00e7\u00e1mos a caminhada. T\u00ednhamos cerca de cinco quil\u00f3metros pela frente, at\u00e9 \u00e0 barra Culatra-Armona, e a mudan\u00e7a da mar\u00e9 era s\u00f3 da\u00ed a tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>Pelo caminho, encontr\u00e1mos apenas uma mulher, que tinha entretanto chegado no barco das 9h.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-19-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-19\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-715\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-19.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-19-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mais \u00e0 frente, a pouco mais de um quil\u00f3metro do final do trajeto, estava um sof\u00e1 perdido nas dunas. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-20.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-20-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-20\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-716\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-20.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-20-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o consigo imaginar como ter\u00e1 chegado ali, mas aproveit\u00e1mos para fazer a fotografia mais inesperada e improv\u00e1vel de toda a caminhada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-21-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-21\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-717\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-21.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-21-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quinze minutos mais tarde cheg\u00e1mos ao extremo leste da ilha da Culatra. A corrente estava ainda bastante forte. Tiv\u00e9mos que esperar cerca de duas horas at\u00e9 a mar\u00e9 encher completamente e s\u00f3 depois pud\u00e9mos atravessar para a Armona.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h1iwVfkYojk\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Na Culatra, com a Armona ao fundo<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-22-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-22\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-718\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-22.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-22-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A espera foi longa. Volt\u00e1mos a barrar-nos com protetor solar e fomos v\u00e1rias vezes mergulhar para nos refrescarmos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-23.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-23-640x480.jpg\" alt=\"Culatra-23\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-719\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-23.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/Culatra-23-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quinto tro\u00e7o foi a ilha da Culatra, com paragem a meio para pequeno almo\u00e7o. A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android. O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: RiaFormosa-cap5.kml In\u00edcio: 26-09-2015, 08:36 Velocidade m\u00e9dia: 2.827 km\/h Tempo: 02h 56m 31.618s Espa\u00e7o: 8.318 km [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/229"}],"collection":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=229"}],"version-history":[{"count":21,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/229\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1275,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/229\/revisions\/1275"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}