{"id":307,"date":"2016-03-26T12:40:15","date_gmt":"2016-03-26T12:40:15","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=307"},"modified":"2016-07-14T17:36:28","modified_gmt":"2016-07-14T16:36:28","slug":"troia-sagres-cap-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=307","title":{"rendered":"Tr\u00f3ia \u2013 Sagres \u2013 Cap. I"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro tro\u00e7o do percurso foi de Tr\u00f3ia ao Carvalhal.<\/p>\n<p>A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/highwaystar.org\/\">Highway Star<\/a> que desenvolvi para o sistema operativo Android.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/Troia-Sagres-cap1.kml\">Troia-Sagres-cap1.kml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2-640x295.jpg\" alt=\"Troia-Sagres-mapa-Cap2\" width=\"640\" height=\"295\" class=\"alignnone size-medium wp-image-309\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2-640x295.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2-1024x472.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2-100x46.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap2.jpg 1804w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>In\u00edcio: 23-03-2016, 07:54<br \/>\nVelocidade m\u00e9dia: 4.447 km\/h<br \/>\nTempo: 05h 04m 22.134s<br \/>\nEspa\u00e7o: 22.559 km<\/p>\n<p>Os ferries atracam em Tr\u00f3ia no cais sul &#8211; que fica do lado leste da pen\u00ednsula, no Rio Sado &#8211; contrariamente aos catamarans, que atracam no topo norte da pen\u00ednsula, na doca do Adoxe. Como viaj\u00e1mos no ferry, devido ao pre\u00e7o, decidimos n\u00e3o caminhar, nesta parte inicial do percurso, pela areia da praia, para n\u00e3o termos que atravessar a pen\u00ednsula de leste a oeste at\u00e9 ao mar. Assim, seguimos pela estrada nacional 253-1 at\u00e9 \u00e0 Comporta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-EN253-1-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-EN253-1\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-308\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-EN253-1.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-EN253-1-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Quase a chegar \u00e0 Comporta, a pen\u00ednsula estreita-se e tem apenas cerca de quinhentos metros de largura. Nessa zona, em v\u00e1rios pontos da estrada, consegue-se ver \u00e1gua dos dois lados: o mar a oeste e o rio a leste.<\/p>\n<p>Vista Leste: o Rio Sado<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Sado-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Sado\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-338\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Sado.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Sado-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Vista Oeste: o Atl\u00e2ntico<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Atlantico\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-339\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico-2-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Atlantico-2\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-340\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Atlantico-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>A estrada \u00e9 plana, quase uma reta, e os autom\u00f3veis passavam em grande velocidade: empregados nos servi\u00e7os tur\u00edsticos, fornecedores de produtos, empreiteiros. A maior parte dos autom\u00f3veis passou no sentido sul-norte, contra n\u00f3s, que caminh\u00e1vamos na berma esquerda da estrada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Estrada-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Estrada\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-342\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Estrada.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Estrada-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Cerca de duas horas ap\u00f3s o in\u00edcio da caminhada, e doze quil\u00f3metros depois, cheg\u00e1mos \u00e0 Comporta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Comporta-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Comporta\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-343\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Comporta.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Comporta-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Decidimos fazer o resto do caminho, at\u00e9 ao Carvalhal, pelo meio dos campos de arroz, no caminho de terra batida que desce ao longo do canal que alimenta os campos de cultivo. Desta forma, evit\u00e1mos o ru\u00eddo dos autom\u00f3veis, assim como o perigo constante de podermos ser atingidos por um condutor distra\u00eddo. Os dez quil\u00f3metros restantes at\u00e9 ao Carvalhal foram percorridos nessa estrada.<\/p>\n<p>Entrada nos campos de arroz<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Adega-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-Adega\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-344\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Adega.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Adega-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>O canal encontra-se ladeado de hortas e de pequenas constru\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s atividades agr\u00edcolas, na margem leste. De vez em quando, surge uma ponte artesanal. Algumas dessas pontes est\u00e3o bastante deterioradas, mas outras s\u00e3o robustas e permitem at\u00e9 a circula\u00e7\u00e3o autom\u00f3vel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-ponte-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-ponte\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-345\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-ponte.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-ponte-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Pouco depois de sairmos da Comporta, pass\u00e1mos por um agricultor que amanhava as suas terras, do outro lado do canal. Foi o agricultor mais novo de todos os que vimos no percurso. Teria pouco mais de cinquenta anos, contrariamente aos outros que encontr\u00e1mos, que teriam j\u00e1 sessenta ou setenta. Cumpriment\u00e1mo-lo e, ao ver-nos com as mochilas, perguntou-nos onde \u00edamos. &#8220;Para o Algarve&#8221;, respondeu o Pedro. &#8220;Por aqui n\u00e3o se vai para o Algarve&#8221;, retorquiu de imediato. Mas depois, ficou um pouco parado a pensar e anuiu: n\u00e3o o disse verbalmente, mas percebeu-se.<\/p>\n<p>&#8220;Eu j\u00e1 fui de C\u00f3rdova a Sevilha, s\u00e3o duzentos e oitenta quil\u00f3metros, demorei v\u00e1rios dias&#8221;, continuou o agricultor, que n\u00e3o s\u00f3 era mais novo mas tamb\u00e9m tinha um aspeto diferente dos outros, um ar <em>alternativo<\/em>. &#8220;O caminho \u00e9 sempre pela serra. Ia com outro tipo que andava depressa e me deixava para tr\u00e1s. Quando eu olhava, l\u00e1 ia ele ao fundo. Mas quando chegava a noite, ele tinha medo e ficava parado. E a\u00ed eu apanhava-o.&#8221;<\/p>\n<p>Mais tarde, quando escrevi este texto, confirmei que a dist\u00e2ncia de C\u00f3rdova a Sevilha s\u00e3o cento e quarenta quil\u00f3metros, ou seja, metade do que ele referiu. Provavelmente estaria a falar da dist\u00e2ncia de ida e retorno.<\/p>\n<p>Fal\u00e1mos um pouco mais, despedimo-nos dele e continu\u00e1mos. <\/p>\n<p>A meio do percurso, depar\u00e1mos com um cavalo cansado ou, pelo menos, a descansar. O Pedro fez-lhe uma festa a meio da cabe\u00e7a, entre os olhos e o nariz, e o cavalo levantou-se. Com receio que come\u00e7asse aos coices, afast\u00e1mo-nos. Provavelmente, queria apenas mais car\u00edcias, mas o desconhecimento causa medo e, por via das d\u00favidas, recu\u00e1mos para uma dist\u00e2ncia de seguran\u00e7a. Ignor\u00e2ncia de citadinos? Talvez.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Cavalo.jpg\" alt=\"Cap2-Cavalo\" width=\"600\" height=\"800\" class=\"alignnone size-medium wp-image-346\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Cavalo.jpg 600w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Cavalo-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Cavalo-75x100.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Ao longo do canal, apercebi-me da exist\u00eancia de pequenas comportas artesanais que vedavam a entrada de \u00e1gua para os talh\u00f5es de cultivo de arroz. Nunca tinha reparado naqueles artefactos, apesar de aquele s\u00edtio ter sido objeto de peregrina\u00e7\u00e3o minha durante cinco ou seis anos h\u00e1 uns vinte anos atr\u00e1s. Nessa altura, ouvia muito o Kind of Blue do Miles Davis e os temas desse disco ficaram conhecidos, para sempre, na minha casa, como a m\u00fasica dos campos de arroz.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DEC8nqT6Rrk\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Estudei Antropologia entre 1995 e 2000 na <a href=\"http:\/\/fcsh.unl.pt\/\">Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas<\/a> e desenvolvi o gosto pela observa\u00e7\u00e3o dos artefactos e ferramentas tradicionais, pelo que a descoberta das comportas da Comporta foram um motivo de rej\u00fabilo para mim. Tinha decidido fazer esta caminhada para obter<br \/>\nproveitos de contentamento pessoal, de supera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e espiritual, mas tinha acabado de ser surpreendido por um outro tipo de satisfa\u00e7\u00e3o: a descoberta do g\u00e9nio e engenho humano, que me deixa orgulhoso de ser um ser pensante pertencente a uma esp\u00e9cie criativa e laboriosa.<\/p>\n<p>As comportas da Comporta<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-1.jpg\" alt=\"Cap2-comportas-1\" width=\"600\" height=\"800\" class=\"alignnone size-medium wp-image-348\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-1.jpg 600w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-1-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-1-75x100.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-2-640x480.jpg\" alt=\"Cap2-comportas-2\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-349\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-3.jpg\" alt=\"Cap2-comportas-3\" width=\"600\" height=\"800\" class=\"alignnone size-medium wp-image-350\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-3.jpg 600w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-3-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-3-75x100.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-4.jpg\" alt=\"Cap2-comportas-4\" width=\"600\" height=\"800\" class=\"alignnone size-full wp-image-353\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-4.jpg 600w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-4-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-comportas-4-75x100.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Nesta \u00faltima fotografia, v\u00ea-se o tubo que est\u00e1 tapado pela prancha de madeira, e que \u00e9 destapado para irrigar o campo de arroz que fica a oeste, do outro lado do caminho por onde transit\u00e1vamos.<\/p>\n<p>Pelo caminho, na zona da Torre, apanh\u00e1mos e comemos tr\u00eas n\u00easperas para refrescar a garganta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Torre.jpg\" alt=\"Cap2-Torre\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-355\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Torre.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Torre-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>\u00c0 chegada aos Brejos da Carregueira de Baixo, par\u00e1mos para verter \u00e1guas e descansar os ombros do peso das mochilas, assim como os p\u00e9s que j\u00e1 quase caminhavam h\u00e1 vinte quil\u00f3metros sem parar.<\/p>\n<p>Descobri, nesse momento, que as unhas dos p\u00e9s n\u00e3o estavam suficientemente curtas e que, com o andar, batiam nas botas e iam acumulando dor e les\u00f5es na raiz. Tinha, com urg\u00eancia que resolver este assunto, para que n\u00e3o me ca\u00edssem unhas como na caminhada da <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=77\">Cova do Vapor para o Espichel<\/a>. Durante as caminhadas seguintes, avisei insistentemente os participantes para cortarem as unhas dos p\u00e9s e, inexplicavelmente, fui esquecer-me de o fazer nesta caminhada enorme, talvez a mais exigente que farei.<\/p>\n<p>Ao fundo as n\u00favens amea\u00e7avam chover novamente. J\u00e1 tinham ca\u00eddo umas pingas de \u00e1gua na pen\u00ednsula de Tr\u00f3ia e cairam mais umas got\u00edcolas depois desta fotografia, mas nunca mais choveu at\u00e9 Vila Nova de Milfontes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-1.jpg\" alt=\"Cap2-Brejos-1\" width=\"600\" height=\"800\" class=\"alignnone size-full wp-image-356\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-1.jpg 600w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-1-390x520.jpg 390w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-1-75x100.jpg 75w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Durante todo o percurso do canal, por v\u00e1rias vezes apoderou-se de mim uma sensa\u00e7\u00e3o de desola\u00e7\u00e3o, num espa\u00e7o humanizado mas sem gente, e onde o lixo e os artefactos caducos abundavam.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-2.jpg\" alt=\"Cap2-Brejos-2\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-357\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Brejos-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Quase a chegar ao Carvalhal, filmei um minuto e meio do percurso.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EDoIY64NYZg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Cheg\u00e1mos, enfim, ao Carvalhal, cinco horas ap\u00f3s o in\u00edcio da caminhada, e vinte e dois quil\u00f3metros depois. Procur\u00e1mos um s\u00edtio para almo\u00e7ar, n\u00e3o sem antes fotografarmos alguns pontos de interesse.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-1.jpg\" alt=\"Cap2-Carvalhal-1\" width=\"640\" height=\"498\" class=\"alignnone size-full wp-image-359\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-1.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-1-100x78.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2.jpg\" alt=\"Cap2-Carvalhal-2\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-360\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2B.jpg\" alt=\"Cap2-Carvalhal-2B\" width=\"640\" height=\"319\" class=\"alignnone size-full wp-image-373\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2B.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-2B-100x50.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Est\u00e1vamos quase a sair da povoa\u00e7\u00e3o, \u00e0 procura de uma sombra de um pinheiro grande, quando descobri que caminh\u00e1vamos pela Avenida 18 de Dezembro: o anivers\u00e1rio da minha m\u00e3e.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-3.jpg\" alt=\"Cap2-Carvalhal-3\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-361\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-3.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap2-Carvalhal-3-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro tro\u00e7o do percurso foi de Tr\u00f3ia ao Carvalhal. A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android. O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: Troia-Sagres-cap1.kml In\u00edcio: 23-03-2016, 07:54 Velocidade m\u00e9dia: 4.447 km\/h Tempo: 05h 04m 22.134s Espa\u00e7o: 22.559 km Os ferries atracam em Tr\u00f3ia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/307"}],"collection":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=307"}],"version-history":[{"count":26,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/307\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":842,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/307\/revisions\/842"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}