{"id":325,"date":"2016-03-26T13:46:22","date_gmt":"2016-03-26T13:46:22","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=325"},"modified":"2016-07-14T17:39:31","modified_gmt":"2016-07-14T16:39:31","slug":"troia-sagres-cap-vi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=325","title":{"rendered":"Tr\u00f3ia \u2013 Sagres \u2013 Cap. V"},"content":{"rendered":"<p>O quinto tro\u00e7o do percurso foi de S\u00e3o Torpes at\u00e9 \u00e0 praia da Samouqueira.<\/p>\n<p>A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/highwaystar.org\/\">Highway Star<\/a> que desenvolvi para o sistema operativo Android.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/Troia-Sagres-cap5.kml\">Troia-Sagres-cap5.kml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6-640x296.jpg\" alt=\"Troia-Sagres-mapa-Cap6\" width=\"640\" height=\"296\" class=\"alignnone size-medium wp-image-326\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6-640x296.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6-1024x474.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6-100x46.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Troia-Sagres-mapa-Cap6.jpg 1799w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>In\u00edcio: 24-03-2016, 18:34<br \/>\nVelocidade m\u00e9dia: 2.304 km\/h<br \/>\nTempo: 03h 25m 17.652s<br \/>\nEspa\u00e7o: 7.885 km<\/p>\n<p>Deix\u00e1mos S\u00e3o Torpes, pela estrada municipal 1109, com Sines pelas costas, e com o sol a perder for\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-STorpes-3.jpg\" alt=\"Cap5-STorpes-3\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-454\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-STorpes-3.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-STorpes-3-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Antes da ribeira de Morgavel, o Pedro decidiu descer para a praia. Queria subir a fal\u00e9sia que limita a praia a sul, e queria faz\u00ea-lo pela praia. Sugeri-lhe que pass\u00e1ssemos a ponte primeiro e desc\u00eassemos para a praia depois, para n\u00e3o termos que cruzar a ribeira na praia. Ele, cuja atitude come\u00e7ava a evidenciar uma teimosia surda, n\u00e3o acatou a sugest\u00e3o. Descemos, ent\u00e3o, \u00e0 procura de uma passagem sobre a ribeira. Entre rochas, pedras e areia, acabei por meter a bota dentro de uma po\u00e7a enorme. Mais \u00e0 frente, farto das indecis\u00f5es do Pedro, e dos erros de decis\u00e3o, descalcei-me e passei a ribeira. Ele seguiu-me.<\/p>\n<p>Irritado, subi a fal\u00e9sia com as botas na m\u00e3o. Ao chegar ao topo, sentei-me, calcei-me e esperei pelo meu sobrinho.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui est\u00e1 o s\u00edtio ideal para montar a tenda, \u00e9 plano e tem espa\u00e7o&#8221;, disse ele assim que chegou. Era uma estrada no topo da fal\u00e9sia. Uma estrada de terra, com marcas de rodas de autom\u00f3vel. O Pedro queria montar a tenda no meio da estrada. E, para al\u00e9m disso, no topo de uma fal\u00e9sia com a frente virada a noroeste, numa noite em que se esperava vento moderado precisamente de noroeste. <\/p>\n<p>J\u00e1 t\u00ednhamos discutido sobre a necessidade de proteger a tenda do vento e do som do mar, mas ele n\u00e3o parecia estar preocupado com isso. Primeiro, quis \u00e0 for\u00e7a montar a tenda na praia, n\u00e3o percebi porqu\u00ea: talvez por alguma ideia id\u00edlica de dormir na areia, ou para poder contar \u00e0s amigas que dormira na praia. Disse-lhe terminantemente que n\u00e3o: o som da rebenta\u00e7\u00e3o, com ondas de cerca de dois metros de altura, e o vento esperado de 20 km\/h, n\u00e3o nos iam deixar dormir descansados.<\/p>\n<p>Quis, ent\u00e3o, montar a tenda no meio de uma estrada, no topo da fal\u00e9sia. Disse-lhe que n\u00e3o, tamb\u00e9m, e fui procurar um local mais abrigado. Subi uma duna e desci para uma zona mais abrigada, a cem metros da estrada de terra, mas ainda assim, virada para noroeste e vulner\u00e1vel ao vento. Pousei a mochila, tirei o saco cama, descalcei-me e cortei as unhas que me estavam a incomodar, com a tesoura que o Ra\u00fal me trouxera.<\/p>\n<p>Ele assobiou a chamar-me e eu assobiei de volta. Depois levantei-me e subi a duna. J\u00e1 estava bastante escuro e pareceu-me que ele estava a montar a tenda. Pensei: &#8220;se queres ficar a\u00ed, fica&#8221;, e voltei para o meu lugar. Mais tarde ele apareceu no topo da duna e veio ter comigo. Ao ver-me instalado, perguntou-me se eu queria ficar ali a dormir, que ficasse, que ele iria, l\u00e1 para baixo, para a estrada. Por um lado era o que eu queria, mas n\u00e3o desejava abrir ali uma fratura na rela\u00e7\u00e3o e concord\u00e1mos em ir procurar outro s\u00edtio.<\/p>\n<p>Volt\u00e1mos \u00e0 estrada de terra e caminh\u00e1mos mais um quil\u00f3metro para sul at\u00e9 chegarmos a uma estrada de alcatr\u00e3o. Mias \u00e0 frente, sent\u00e1mos-nos no parque de estacionamento de um restaurante para jantar. Comi mais duas bolas de arroz, uma ma\u00e7\u00e3 e uma laranja. Enquanto comia, consultei o mapa no tablet e percebi que est\u00e1vamos numa estrada sem sa\u00edda, junto \u00e0 praia da Vieirinha.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o jantar, fomos novamente \u00e0 procura de um s\u00edtio para montar a tenda. Subi uma duna, logo por tr\u00e1s do restaurante, mas o Pedro n\u00e3o me acompanhou logo. Parecia n\u00e3o estar interessado nas minhas escolhas. Subiu pouco depois. Descemos, ent\u00e3o a duna, para leste ao fundo encontr\u00e1mos um espa\u00e7o abrigado do vento e dos poucos olhares que pudessem trasitar pela estrada por onde t\u00ednhamos chegado. &#8220;Se n\u00e3o encontrarmos um s\u00edtio melhor, ficamos aqui&#8221;, disse o Pedro. Pareceu-me razo\u00e1vel, pelo que o segui na procura de outro lugar. Ele queria ir at\u00e9 ao fim da estrada e, a\u00ed, procurar outro s\u00edtio por tr\u00e1s das dunas. Assim fiz\u00e9mos. <\/p>\n<p>Est\u00e1vamos a subir uma duna no ponto 37\u00b053&#8217;43.8&#8243;N 8\u00b047&#8217;43.9&#8243;W, quando o Pedro, ao apontar a lanterna para sul, viu tr\u00eas pessoas. Eu vi duas pessoas, mas ele disse que viu uma terceira. Na realidade apenas vimos duas barras refletoras no fundo das cal\u00e7as desses indiv\u00edduos, que se moveram, o que nos permitiu confirmar que era gente que ali estava.<\/p>\n<p>Estavam a cerca de trinta metros uns dos outros, tendo eu visto um deles em 37\u00b053&#8217;41.4&#8243;N 8\u00b047&#8217;43.2&#8243;W.<\/p>\n<p>De repente, soaram dois tiros de ca\u00e7adeira na noite. N\u00f3s est\u00e1vamos iluminados pela lua cheia que se tinha levantado h\u00e1 pouco e, por isso, atirei-me de imediato para o ch\u00e3o. O Pedro ainda demorou algum tempo a reagir. Ainda assim, n\u00e3o me sentia seguro, pois o nosso perfil podia ser visto, uma vez que est\u00e1vamos em contraluz em rela\u00e7\u00e3o a um monte de areia, iluminado, mais a norte. Corri agachado, contornando a duna at\u00e9 ficar fora da vista dos indiv\u00edduos. Gritei ao Pedro para correr tamb\u00e9m, mas o Pedro demorou algum tempo a reagir, de novo.<\/p>\n<p>Ao chegar \u00e0 terra plana, caminh\u00e1mos para a estrada, sempre para nordeste, de forma a ficarmos ocultados pela duna. Na estrada M1109, rum\u00e1mos a sul, apressados, curvados e sem ru\u00eddo, at\u00e9 nos sentirmos fora de perigo. Foi a primeira vez que dispararam contra mim, e devo-o \u00e0 teimosia absurda do meu sobrinho.<\/p>\n<p>Fiz\u00e9mos trezentos metros e entr\u00e1mos em Porto Covo. N\u00e3o a povoa\u00e7\u00e3o &#8211; at\u00e9 l\u00e1 ainda faltavam cinco quil\u00f3metros -, mas talvez a freguesia.<\/p>\n<p>Tirei uma fotografia junto da placa da povoa\u00e7\u00e3o e, logo de seguida, quase fui atropelado por um autom\u00f3vel que efetuava uma ultrapassagem a mais de 100 km\/h: tocou-me de rasp\u00e3o no casaco, e as rodas passaram a dez cent\u00edmetros dos meus p\u00e9s. Atribu\u00ed mais este incidente \u00e0 teimosia do Pedro. Posso ter exagerado nestas imputa\u00e7\u00f5es, mas nada disto se teria passado se tiv\u00e9ssemos estendido a tenda no lugar que eu sugeri.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-PortoCovo.jpg\" alt=\"Cap5-PortoCovo\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-full wp-image-459\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-PortoCovo.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/03\/Cap5-PortoCovo-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>And\u00e1mos, ainda, mais de tr\u00eas quil\u00f3metros at\u00e9 encontrarmos um s\u00edtio abrigado para dormir. <\/p>\n<p>Os campos junto \u00e0 estrada est\u00e3o vedados com cercas eletrificadas para impedir o gado de sair. Pelo caminho, ouvimos os chocalhos das vacas e bois, e vimos muitos deles em sombras chinesas, contra a luz da Lua.<\/p>\n<p>A certa altura, o Pedro perguntou-me onde ficava a estrela polar. Virei-me para tr\u00e1s, identifiquei a constela\u00e7\u00e3o da Ursa Maior, segui a dire\u00e7\u00e3o das duas estrelas perif\u00e9ricas do ret\u00e2ngulo, cinco vezes a sua dist\u00e2ncia e apontei para a estrela polar. Devido \u00e0 luminosidade da Lua, a estrela Polar era a \u00fanica estrela, da Ursa Menor, vis\u00edvel naquele momento.<\/p>\n<p>A estrela polar estava quase alinhada com a estrada por onde segu\u00edamos, mas no sentido oposto, pois a estrada est\u00e1 quase alinhada com o sentido norte-sul.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 nada&#8221;, disse o Pedro. &#8220;Aquilo n\u00e3o \u00e9 a estrela polar. A estrela polar est\u00e1 ali.&#8221; E apontou para a zona da Lua que tinha nascido h\u00e1 pouco mais de uma hora e devia, por isso, estar a 20\u00ba do horizonte. &#8220;No norte, quando est\u00e1 lua cheia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ver a estrela polar&#8221;, rematou.<\/p>\n<p>Expliquei-lhe que a estrela polar indica o norte e que a Lua nasce a leste. Perguntei-lhe, ent\u00e3o, se o mar, que estava \u00e0 nossa direita, estaria, por essa ordem de ideias, a sul. Disse que sim.<\/p>\n<p>Tenho quase a certeza de que me estava a provocar. Ou isso, ou ent\u00e3o atingiu &#8211; antes de mim &#8211; o ponto de rotura do stress de estarmos a conviver continuamente, sem descanso, h\u00e1 quase dois dias. Comecei a ficar farto do mi\u00fado. N\u00e3o s\u00f3 tomava decis\u00f5es erradas e perigosas, por teimosia, como parecia estar a provocar-me propositadamente.<\/p>\n<p>Entretanto, a Teresa ligou-me e pu-la a par da situa\u00e7\u00e3o. Falei-lhe tamb\u00e9m do meu joelho. Ela sugeriu que eu abandonasse a caminhada no dia seguinte, alegando dificuldades com o joelho. J\u00e1 tinha pensado abandonar, por esses dois motivos: pela dificuldade de relacionamento e por causa das dores no joelho esquerdo. Decidi pensar com calma no assunto.<\/p>\n<p>O local onde eu tinha pensado montar a tenda foi um dos \u00faltimos com dunas onde nos poder\u00edamos abrigar do som do mar e do vento. Eu tinha dito isso ao Pedro. Dali para a frente, a estrada tinha cercas dos dois lados, com gado e sem dunas que formassem vales para montarmos a tenda. Propus irmos para o parque de campismo de Porto Covo, o que o Pedro recusou. <\/p>\n<p>N\u00e3o tinha ideia de que existisse, at\u00e9 Porto Covo, um local seguro para pernoitarmos: um local sem vento, afastado do mar e longe da estrada. Tinha esperan\u00e7a de chegar a Porto Covo e ir mesmo para o parque de campismo.<\/p>\n<p>J\u00e1 passava das 22h quando o Pedro sugeriu que fic\u00e1ssemos a dormir no parque de estacionamento da praia da Samouqueira. Havia, mesmo por cima da fal\u00e9sia, uma fila de ac\u00e1cias curvadas que nos poderiam abrigar do vento. O ru\u00eddo do mar, esse iria ser uma constante ao longo da noite. Ao som do mar acresceu um ru\u00eddo surdo de m\u00e1quinas, talvez vindo de Sines, arrastado pelo vento; de tal forma que parecia que est\u00e1vamos a dormir dentro de um cargueiro, com o som do motor a trabalhar a noite toda.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CTaq61HSa2M\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quinto tro\u00e7o do percurso foi de S\u00e3o Torpes at\u00e9 \u00e0 praia da Samouqueira. A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android. O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: Troia-Sagres-cap5.kml In\u00edcio: 24-03-2016, 18:34 Velocidade m\u00e9dia: 2.304 km\/h Tempo: 03h 25m 17.652s Espa\u00e7o: 7.885 km Deix\u00e1mos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325"}],"collection":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=325"}],"version-history":[{"count":11,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":846,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions\/846"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}