{"id":631,"date":"2016-04-05T11:28:54","date_gmt":"2016-04-05T10:28:54","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=631"},"modified":"2016-07-28T02:43:52","modified_gmt":"2016-07-28T01:43:52","slug":"troia-sagres-cap-xv","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=631","title":{"rendered":"Tr\u00f3ia \u2013 Sagres \u2013 Cap. XV"},"content":{"rendered":"<p>O d\u00e9cimo quinto tro\u00e7o do percurso foi do Monte Velho at\u00e9 Vila do Bispo.<\/p>\n<p>A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/highwaystar.org\/\">Highway Star<\/a> que desenvolvi para o sistema operativo Android.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/Troia-Sagres-cap15.kml\">Troia-Sagres-cap15.kml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15-640x297.jpg\" alt=\"Troia-Sagres-mapa-Cap15\" width=\"640\" height=\"297\" class=\"alignnone size-medium wp-image-869\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15-640x297.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15-1024x476.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15-100x46.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Troia-Sagres-mapa-Cap15.jpg 1565w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>In\u00edcio: 02-04-2016, 07:19<br \/>\nVelocidade m\u00e9dia: 4.864 km\/h<br \/>\nTempo: 04h 13m 58.514s<br \/>\nEspa\u00e7o: 20.588 km<\/p>\n<p>Acordei cedo, antes das 6h da manh\u00e3. Ainda estava dentro da tenda quando ouvi o relinchar de um cavalo. L\u00e1 fora, o c\u00e9u j\u00e1 come\u00e7ava a ganhar a luminosidade do dia. N\u00e3o me mexi, n\u00e3o fiz barulho nenhum. Imaginei que o cavalo estivesse ali pr\u00f3ximo e que pudesse investir sobre a tenda, ou ent\u00e3o que me denunciasse e os donos me encontrassem naquela posi\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. O tempo foi passando e deixei de ter a certeza sobre o som que ouvi: poderia at\u00e9 ter sido um javali. O melhor era mesmo ficar quieto.<\/p>\n<p>Ao fim de algum tempo, sem que se ouvisse ru\u00eddo algum no exterior, abri a tenda silenciosamente e sa\u00ed com muito cuidado, depois de ter espreitado da esquerda \u00e0 direita, pela abertura. N\u00e3o vi ningu\u00e9m. Sa\u00ed.<\/p>\n<p>Comi uma bola de arroz e uma ma\u00e7\u00e3 reineta, lavei os dentes, arrumei a tenda e continuei o caminho. Olhei a toda a volta e n\u00e3o vi cavalo nenhum, enquanto caminhava. Fiquei sem saber o que se passou.<\/p>\n<p>Dali para sul, o caminho era estreito, pedregoso e inclinado. Mais \u00e0 frente, a estrada alarga e perde a inclina\u00e7\u00e3o. Ao fim de dois quil\u00f3metros cheguei a um cruzamento. Do lado direito, ao fundo, estava uma manada de vacas, que ocupava a estrada toda. Talvez com receio de enfrentar as vacas, mas tamb\u00e9m porque esse caminho subia para noroeste, decidi virar \u00e0 direita. Por descargo de consci\u00eancia, consultei o mapa no tablet e percebi que tinha enveredado pelo caminho errado. Voltei para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tinha, agora, que enfrentar uma manada de vacas.Era a primeira vez que estava naquela situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o fazia ideia do que se iria passar, estava receoso. Eram talvez umas trinta vacas e todas elas pesavam, pelo menos, quatrocentos quilogramas cada.<\/p>\n<p>Aproximei-me e decidi filmar o encontro: podia correr bem, podia correr mal. Estava a preparar o telem\u00f3vel para filmar o momento, quando as vacas come\u00e7aram a mugir e a mostrar algum nervosismo. Enquanto me aproximava, n\u00e3o tirava os olhos delas, com receio de uma investida sobre mim. De repente, come\u00e7aram em debandada, estrada abaixo. Quando dei in\u00edcio \u00e0 grava\u00e7\u00e3o, j\u00e1 tinham desaparecido quase todas. Eis o que apanhei.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VOc7vlui37U\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Uns seiscentos metros mais \u00e0 frente, cheguei a uma plan\u00edcie onde estavam duas m\u00e1quinas a desbastar o terreno: a cortar \u00e1rvores e a arrancar ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Azinheira cortada e arrancada pela raiz<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-01-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-01\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-955\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-01.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-01-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-02-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-02\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-956\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-02.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-02-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mais abaixo, apanhei a estrada de alcatr\u00e3o, a N268. Para a esquerda, a cerca de dois quil\u00f3metros, ficava a Bordeira. Segui em frente, para a Carrapateira. Passava pouco das 8h da manh\u00e3. \u00c0quela hora, ainda n\u00e3o havia muito tr\u00e2nsito autom\u00f3vel e, apesar da estrada n\u00e3o ter bermas, n\u00e3o senti que corresse grande perigo. Perto da Carrapateira, fotografei-me junto a uma \u00e1rvore que est\u00e1 metade morta, metade viva.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-03-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-03\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-957\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-03.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-03-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na Carrapateira, telefonei ao Carlos, que estava em Budens, e que ia para Lisboa nesse dia. Tinha esperan\u00e7a de conseguir uma boleia, pois quando chegasse a Sagres, teria alguma dificuldade em conseguir transporte para cima. Teria que, primeiro, arranjar transporte para Lagos e, depois, um comboio ou um autocarro para Almada, onde provavelmente s\u00f3 chegaria j\u00e1 de noite.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-04-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-04\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-958\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-04.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-04-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Carlos disse-me que iria sair da\u00ed a duas horas e que se cruzaria comigo na estrada. Combin\u00e1mos, ent\u00e3o, que me trazia \u00e1gua, fruta e umas fatias de folar. Assim sendo, decidi n\u00e3o tomar um segundo pequeno almo\u00e7o na Carrapateira, nem sequer comprar \u00e1gua. Al\u00e9m disso, havia tantos turistas no \u00fanico caf\u00e9 aberto, que n\u00e3o me quis misturar. N\u00e3o tenho uma cultura de turista, n\u00e3o sou um turista, sou um caminheiro \u00e0 procura de espa\u00e7o, e de sentido tamb\u00e9m. E aquele turismo n\u00e3o sentido nenhum para mim.<\/p>\n<p>Segui em frente, j\u00e1 com alguma sede e sem \u00e1gua no cantil, mas da\u00ed a pouco deveria estar a receber uma garrafa de \u00e1gua e fruta.<\/p>\n<p>Pela costa abaixo, encontram-se muitos sinais do vento forte que sopra no litoral. Desde Tr\u00f3ia at\u00e9 ao cabo de S\u00e3o Vicente encontrei imensas \u00e1rvores ca\u00eddas, escostadas ao ch\u00e3o pelo vento forte e constante que assola a costa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-05-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-05\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-960\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-05.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-05-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vinte minutos depois de sair da Carrapateira, parei para rearrumar a mochila. Continuei. Mais \u00e0 frente, apercebi-me de que tinha deixado o cantil para tr\u00e1s. J\u00e1 n\u00e3o tinh a\u00e1gua, mas o cantil era do meu filho mais velho e eu n\u00e3o o queria perder. Cansado e desesperado, voltei para tr\u00e1s a toda a pressa. <\/p>\n<p>Passou uma carrinha. Pensei em pedir boleia at\u00e9 ao cantil, mas n\u00e3o queria quebrar a regra de fazer o percurso todo a p\u00e9. Al\u00e9m disso, duvido que me dessem boleia, com o aspeto de caminheiro sem teto, que eu apresentava. Acelerei o passo, agora na dire\u00e7\u00e3o norte, enquanto verificava se n\u00e3o me faltava mais nada. Com o cansa\u00e7o, tudo era poss\u00edvel. Descobri, ent\u00e3o, que trazia o cantil comigo. Estava mesmo cansado e desorientado. Voltei-me, de novo, para sul a caminho de VIla do Bispo.<\/p>\n<p>Um amigo meu tinha um terreno perto da Raposeira, e recolhia burros, alimentava-os e tratava deles. Conheci-o na Sui\u00e7a, em Berna: eu estava a fazer um curso de medicinas naturais, e ele era saltimbanco e malabarista de rua. Lembro-me perfeitamente da frase-refr\u00e3o que ele usava: &#8220;Oui, oui, tr\u00e8s joli&#8221;. Mais tarde, voltei a encontr\u00e1-lo na Costa de Caparica, onde me ensinou a fazer malabarismo com tr\u00eas bolas. Mais tarde ainda, n\u00f3s dois, mais dezasseis cooperantes, cri\u00e1mos a Biocoop, uma cooperativa de consumidores de produtos de agricultura biol\u00f3gica. Tenho-o visto aqui ou ali, pelo pa\u00eds, mas penso que j\u00e1 vendeu o terreno e os burros.<\/p>\n<p>Burro \u00e0 beira da estrada<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-06-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-06\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-961\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-06.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-06-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Cheguei a Vila do Bispo, e telefonei ao Carlos. Eram quase 11h30. Ainda n\u00e3o tinha sa\u00eddo de casa. Pedi-lhe ent\u00e3o, que adiasse um pouco a sa\u00edda e que me fosse buscar ao cabo de S\u00e3o Vicente, para me levar para cima. Ficou combinado.<\/p>\n<p>Desci at\u00e9 ao centro de Vila do Bispo e parei numa tasca. Como ainda n\u00e3o era meio-dia, a cozinheira ainda n\u00e3o tinha chegado, e por isso a escolha de petiscos n\u00e3o era grande. Pedi uma tosta mista, uma caneca de cerveja e um prato de percebos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-07-640x480.jpg\" alt=\"Bispo-07\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-962\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-07.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Bispo-07-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Descalcei-me, coloquei os p\u00e9s sobre as pedras frias da cal\u00e7ada, despi o casaco e fiquei apenas com a t-shirt encharcada de suor a arrefecer-me o corpo. Comi, bebi e, em meia hora, estava pronto para dar in\u00edcio ao \u00faltimo percurso: de Vila do Bispo at\u00e9 ao cabo de S\u00e3o Vicente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O d\u00e9cimo quinto tro\u00e7o do percurso foi do Monte Velho at\u00e9 Vila do Bispo. A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android. O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: Troia-Sagres-cap15.kml In\u00edcio: 02-04-2016, 07:19 Velocidade m\u00e9dia: 4.864 km\/h Tempo: 04h 13m 58.514s Espa\u00e7o: 20.588 km Acordei [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/631"}],"collection":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=631"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":964,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/631\/revisions\/964"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}