{"id":662,"date":"2016-04-26T11:52:40","date_gmt":"2016-04-26T10:52:40","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=662"},"modified":"2016-08-13T13:05:58","modified_gmt":"2016-08-13T12:05:58","slug":"cascais-nazare-introducao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=662","title":{"rendered":"Cascais &#8211; Nazar\u00e9 &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Agendei a subida at\u00e9 \u00e0 Nazar\u00e9, pela costa, para o fim de semana do 25 de abril. Fui acompanhando as previs\u00f5es do tempo, que esteve chuvoso durante quinze dias, mas que se manteve seco durante o percurso at\u00e9 \u00e0 Lourinh\u00e3.<\/p>\n<p>O cartaz do percurso, a pedir caminhantes volunt\u00e1rios, foi o seguinte:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-663\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-640x366.jpg\" alt=\"Cascais-Nazare\" width=\"640\" height=\"366\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-100x57.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Igor manifestou interesse desde o in\u00edcio, pois nunca tinha estado na Nazar\u00e9 e era um s\u00edtio que gostava de visitar. Como o Igor estava ocupado durante a manh\u00e3 de s\u00e1bado, s\u00f3 pud\u00e9mos partir de tarde. Fic\u00e1vamos, assim, com pouco mais de dois dias para fazer um percurso de 147 quil\u00f3metros. Era dif\u00edcil, mas poder\u00edamos tentar. Apont\u00e1mos para o seguinte:<\/p>\n<ul>\n<li>cinquenta quil\u00f3metros no primeiro dia<\/li>\n<li>oitenta quil\u00f3metros para o segundo dia<\/li>\n<li>vinte quil\u00f3metros para o terceiro dia<\/li>\n<\/ul>\n<p>No s\u00e1bado de manh\u00e3, 23 de abril, cozi arroz integral e fiz as usuais bolas de arroz &#8211; onigiri -, o meu alimento principal para as caminhadas.\u00a0No total, preciso de duas horas para tudo isto: uma hora para cozer o arroz na press\u00e3o e outra hora para fazer as bolas. As bolas de arroz s\u00e3o primeiro prensadas\u00a0com as m\u00e3os molhadas, depois coloco ameixa salgada &#8211; umeboshi &#8211; no interior e prenso novamente.\u00a0Por fim, envolvo totalmente em alga nori e pressiono novamente at\u00e9 a alga, entretanto h\u00famida, ficar\u00a0completamente colada ao arroz.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das bolas de arroz, coloquei na mochila\u00a0um quilograma e meio de tangerinas e um quilograma e meio de ma\u00e7\u00e3s reinetas, as minhas frutas preferidas para as caminhadas. Tr\u00eas garrafas, de vinte e cinco centilitros cada uma,\u00a0com\u00a0caf\u00e9 e um cantil com \u00e1gua completaram\u00a0as necessidades alimentares para o trajeto.<\/p>\n<p>Na caminhada anterior, de Tr\u00f3ia at\u00e9 Sagres, tinha tido imenso frio\u00a0nas duas \u00faltimas noites, tendo conseguido dormir\u00a0apenas duas horas e quatro horas, respetivamente. O saco-cama que levara era\u00a0pouco espesso e\u00a0devia ser utilizado com uma temperatura m\u00ednima de onze graus, mas as temperaturas desceram abaixo dos cinco graus. Para a caminhada da Nazar\u00e9, a temperatura esperada para a\u00a0noite era\u00a0cerca de\u00a0dez graus, o que me deixou hesitante sobre o melhor saco-cama a levar. O ideal \u00e9 levar o saco-cama mais leve pos\u00edvel, pois qualquer peso adicional, ao fim de cinquenta\u00a0quil\u00f3metros, torna-se incomodativo e at\u00e9 mesmo insuport\u00e1vel. Mas, por outro lado, um saco-cama leve e fino n\u00e3o garante, em geral, uma temperatura confort\u00e1vel para dormir.<\/p>\n<p>Eu tinha apenas dois sacos-cama: um muito fino, de caminhada, para o ver\u00e3o; e outro, com o interior de flanela, grosso e pesado, para ser usado em tenda no inverno. Nenhum deles era o indicado\u00a0para esta caminhada at\u00e9 \u00e0 Nazar\u00e9. Decidi comprar um terceiro saco-cama que fosse leve, ocupasse pouco espa\u00e7o e garantisse bons n\u00edveis de conforto a baixas temperaturas.<\/p>\n<p>Comprei, na Decathlon, um saco-cama para usar a partir dos cinco graus Celsius de temperatura exterior, e com pouco mais de um quilograma de peso. S\u00f3 n\u00e3o me agradou o volume que ocupa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-678\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/saco-cama-520x520.jpg\" alt=\"saco-cama\" width=\"520\" height=\"520\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/saco-cama-520x520.jpg 520w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/saco-cama-150x150.jpg 150w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/saco-cama-100x100.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/saco-cama.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/p>\n<p>Para al\u00e9m da comida e \u00e1gua, acomodei, ainda, na mochila os itens seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>fio dental, escova de dentes, papel higi\u00e9nico<\/li>\n<li>\u00f3culos escuros<\/li>\n<li>protetor solar<\/li>\n<li>fato de banho, toalha pequena<\/li>\n<li>saco-cama<\/li>\n<li>chap\u00e9u (panam\u00e1) e gorro de l\u00e3<\/li>\n<li>smartphone, tablet e baterias<\/li>\n<li>lanterna (inclu\u00edda na bateria)<\/li>\n<li>BI, cart\u00e3o de d\u00e9bito e dinheiro<\/li>\n<li>dois pares de meias<\/li>\n<li>tr\u00eas pensos r\u00e1pidos<\/li>\n<li>canivete sui\u00e7o<\/li>\n<li>bandas e gorro refletores para andar de noite na estrada<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para o Algarve tinha levado umas botas de caminhada novas que n\u00e3o me causaram mazelas nenhumas nos p\u00e9s. No entanto, eram muito quentes para fazer uma caminhada, debaixo de sol, no fim de abril. Por esse motivo, comprei umas sapatilhas para caminhada, com uma sola robusta e imperme\u00e1veis \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n<p>Encontrei-me com o Igor no Cais do Sodr\u00e9, onde apanh\u00e1mos o comboio para Cascais. Tal como na caminhada de Bel\u00e9m a Cascais, o Igor tinha-se deitado tarde. Tinha estado na festa de anivers\u00e1rio de um outro antigo aluno meu, o Lee Vitongue,\u00a0numa discoteca s\u00f3 para os convidados, com mi\u00fadas loiras e\u00a0muito \u00e1lcool. Na aula de mandarim, uma hora antes, escondeu o sono com os \u00f3culos escuros, mas n\u00e3o conseguiu parar o zumbido\u00a0e os sinos que repicavam \u00e0\u00a0volta da cabe\u00e7a. Enquanto fal\u00e1vamos, abriu e bebeu uma lata de uma bebida energ\u00e9tica, para tentar\u00a0estabilizar os n\u00edveis de aten\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia. Pelas janelas da carruagem, avist\u00e1mos\u00a0com agrado, alguns dos tro\u00e7os que t\u00ednhamos feito a p\u00e9 uns meses antes, na etapa de Bel\u00e9m a Cascais.<\/p>\n<p>O comboio chegou \u00e0s 3h da tarde a Cascais e demos in\u00edcio \u00e0 caminhada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-680\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-640x480.jpg\" alt=\"Cascais\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agendei a subida at\u00e9 \u00e0 Nazar\u00e9, pela costa, para o fim de semana do 25 de abril. 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