{"id":665,"date":"2016-04-26T11:56:16","date_gmt":"2016-04-26T10:56:16","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=665"},"modified":"2016-08-13T13:27:54","modified_gmt":"2016-08-13T12:27:54","slug":"cascais-nazare-cap-i","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=665","title":{"rendered":"Cascais &#8211; Nazar\u00e9 &#8211; Cap. I"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro tro\u00e7o do percurso foi de Cascais at\u00e9 ao Cabo da Roca.<\/p>\n<p>A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/highwaystar.org\/\">Highway Star<\/a> que desenvolvi para o sistema operativo Android.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui: <a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/Cascais-Nazare-cap1.kml\">Cascais-Nazare-cap1.kml<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I-640x297.jpg\" alt=\"Cascais-Nazare-Cap-I\" width=\"640\" height=\"297\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1001\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I-640x297.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I-1024x476.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I-100x46.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Cascais-Nazare-Cap-I.jpg 1873w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>In\u00edcio: 23-04-2016, 15:04<br \/>\nVelocidade m\u00e9dia: 5.607 km\/h<br \/>\nTempo: 03h 52m 19.640s<br \/>\nEspa\u00e7o: 21.712 km<\/p>\n<p>Sa\u00edmos da esta\u00e7\u00e3o de comboios de Cascais e dirigimo-nos ao porto, onde t\u00ednhamos terminado a caminhada anterior. Apesar do nosso destino ser para norte, est\u00e1vamos a andar para sul, pois t\u00ednhamos decidido caminhar ao longo da costa.<\/p>\n<p>Era s\u00e1bado, estava uma tarde de c\u00e9u limpo, com sol, e o pared\u00e3o estava repleto de turistas,\u00a0atletas e ciclistas, que se cruzavam connosco nos dois sentidos.<\/p>\n<p>Em pouco tempo chegamos \u00e0 Boca do Inferno onde, um dia, h\u00e1 mais de vinte anos, fui pescar com a Teresa, numa manh\u00e3 com o mar agitado. Estiv\u00e9mos uma hora a lan\u00e7ar os anz\u00f3is \u00e0 \u00e1gua, at\u00e9 que uma onda mais forte bateu na muralha de rochas, elevou-se mais de dez metros acima de n\u00f3s e terminou a nossa maravilhosa manh\u00e3 de pescaria. Volt\u00e1mos encharcados para o carro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-683\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/BocaDoInferno-640x480.jpg\" alt=\"BocaDoInferno\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/BocaDoInferno.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/BocaDoInferno-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Continu\u00e1mos pela costa de Cascais e entr\u00e1mos na estrada nacional 247, que nos acompanhou quase sempre at\u00e9 ao fim da caminhada. Seguimos a caminho do Guincho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-685\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho-640x480.jpg\" alt=\"Guincho\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.ipma.pt\/\">IPMA<\/a> tinha previsto uma tarde com vento fraco, mas o vento estava bastante agreste. Penso que a previs\u00e3o mais correta teria sido de vento moderado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-686\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho2-640x480.jpg\" alt=\"Guincho2\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Guincho2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Pass\u00e1mos pelo cabo Raso e pelo farol do Guincho e cheg\u00e1mos \u00e0 praia do Guincho. Dentro de \u00e1gua, avistavam-se talvez uma dezena de surfistas. O c\u00e9u estava limpo e com sol, mas n\u00e3o havia banhistas na praia devido ao vento desconfort\u00e1vel que soprava de nordeste e que arrastava\u00a0areia com ele. Na estrada, antes de encetarmos a subida para a Malveira da Serra, cruz\u00e1mo-nos com\u00a0os \u00faltimos banhistas que abandonavam aquele ambiente agreste e desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o Guincho, a estrada entra na serra, ladeada de \u00e1rvores altas e o vento deixou de se sentir. Fiz\u00e9mos a primeira paragem no ponto 38.732835 N 9.466553 W para urinar e comer uma ma\u00e7\u00e3.<\/p>\n<p>Contrariamente ao tro\u00e7o anterior, de Cascais at\u00e9 ali, o caminho at\u00e9 \u00e0 Malveira, n\u00e3o tinha bermas para pe\u00f5es. T\u00ednhamos que caminhar pela estrada e, por vezes, resguardarmo-nos nas valas de escoamento de \u00e1gua, para deixar passar os autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Lembro-me de ter descido aquela estrada, no passado, de autom\u00f3vel, talvez duas vezes, e ao chegar ao fim deparei com as extensas areias do Guincho, quase a perder de vista. Nunca parei para desfrutar da praia, nem mergulhei naquelas \u00e1guas, mas s\u00e3o ambas muito convidativas.<\/p>\n<p>Continu\u00e1mos a subida at\u00e9 \u00e0 Malveira e, \u00e0 chegada,\u00a0confirmei que o ritmo da nossa passada era elevado. Desde a sa\u00edda da esta\u00e7\u00e3o de comboios em Cascais, at\u00e9 \u00e0 Malveira da Serra, t\u00ednhamos andado catorze quil\u00f3metros, num per\u00edodo de duas horas, a\u00a0uma velocidade de sete quil\u00f3metros por hora.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-687\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira-640x480.jpg\" alt=\"Malveira\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Se eu tivesse ido sozinho teria caminhado mais devagar. Ao tentar acompanhar o ritmo do Igor, tive que fazer mais for\u00e7a com os p\u00e9s no ch\u00e3o, colocar os dedos dos p\u00e9s em forma de garra, sempre tensos, e fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de estar a come\u00e7ar a formar bolhas nos p\u00e9s &#8211; coisa que nunca me tinha acontecido em nenhuma caminhada no passado.<\/p>\n<p>N\u00e3o pedi ao Igor para abrandar o ritmo, nem fiquei para tr\u00e1s &#8211; acompanhei-o sempre &#8211; mas talvez essa\u00a0op\u00e7\u00e3o tenha sido errada.<\/p>\n<p>Depois da Malveira da Serra, volt\u00e1mos a\u00a0caminhar em campo aberto, sem a prote\u00e7\u00e3o da montanha e das \u00e1rvores e volt\u00e1mos a sentir o vento forte e constante. A estrada continua a n\u00e3o ter uma berma para pe\u00f5es, pelo que \u00e9 prefer\u00edvel andar por caminhos ou estradas secund\u00e1rias.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-689\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira2-640x480.jpg\" alt=\"Malveira2\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Malveira2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Quando desenhei o percurso\u00a0de Cascais \u00e0 Nazar\u00e9, tentei escolher, sempre que poss\u00edvel, estradas secund\u00e1rias, para evitar o tr\u00e1fego intenso das estradas principais, e o perigo que isso representa para os caminhantes. Mas assim que entr\u00e1mos no primeiro caminho com o ch\u00e3o\u00a0de cascalho, o Igor queixou-se por causa do cal\u00e7ado que levava.<\/p>\n<p>O Igor\u00a0tinha levado uns sapatos de corda, com uma sola de borracha mole igual \u00e0 das sapatilhas de borracha usadas na praia. Sente-se confort\u00e1vel com eles, mas n\u00e3o caminha com facilidade em solos acidentados.<\/p>\n<p>Continu\u00e1mos ainda na estrada alcatroada at\u00e9 entrarmos na freguesia de Colares (38.766811 N, 9.473536 W).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-690\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Colares-640x480.jpg\" alt=\"Colares\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Colares.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2016\/04\/Colares-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p>Quinze metros \u00e0 frente, desvi\u00e1mos para o caminho do Rio Touro, em dire\u00e7\u00e3o ao cabo da Roca. O caminho desce ligeiramente e entra, mais \u00e0 frente, numa zona ladeada por \u00e1rvores, <\/p>\n<p>(em atualiza\u00e7\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro tro\u00e7o do percurso foi de Cascais at\u00e9 ao Cabo da Roca. A imagem seguinte cont\u00e9m o percurso registado pela aplica\u00e7\u00e3o Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android. 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