{"id":77,"date":"2015-11-01T00:03:15","date_gmt":"2015-11-01T00:03:15","guid":{"rendered":"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/?p=77"},"modified":"2016-07-14T02:01:14","modified_gmt":"2016-07-14T01:01:14","slug":"cova-do-vapor-cabo-espichel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/?p=77","title":{"rendered":"Cova do Vapor &#8211; Cabo Espichel"},"content":{"rendered":"<p>Entretanto, decidi fazer outra caminhada, desta vez da\u00a0Cova do Vapor at\u00e9 ao Cabo Espichel, num dia apenas. Foram 32 km, 6h45m.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-78\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B-300x143.jpg\" alt=\"BicoAreia-CaboEspichel-3B\" width=\"600\" height=\"286\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B-300x143.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B-1024x488.jpg 1024w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B-100x48.jpg 100w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/10\/BicoAreia-CaboEspichel-3B.jpg 1760w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 um percurso que deve ser feito com a mar\u00e9 a vazar, talvez j\u00e1 com 3h de vazante, para se apanhar areia dura durante todo o percurso, o que facilita a caminhada.<\/p>\n<p>O ficheiro KML do percurso est\u00e1 aqui:\u00a0<a href=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/dados\/riaformosa\/CovaDoVapor-Espichel.kml\">CovaDoVapor-Espichel.kml<\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o consegui arranjar participantes, por isso fui sozinho.<br \/>\nIn\u00edcio, Cova do Vapor: 31-10-2015, 9h37m<br \/>\nFim, Cabo Espichel (Ermida da Mem\u00f3ria): 31-10-2015, 16h24m<\/p>\n<p>De in\u00edcio, havia mais dois interessados: o Lu\u00eds e a Cl\u00e1udia. O Lu\u00eds, como sempre ultimamente, desistiu em cima da hora. A Cl\u00e1udia n\u00e3o quis ir sozinha comigo. DIsse-me, depois, que eu \u00e9 que tinha dado a entender que n\u00e3o queria ir sozinho com ela. Provavelmente foi mesmo um mal entendido. Acabei por ir sozinho.<\/p>\n<p>Tinha planeado sair \u00e0s 7h da manh\u00e3, mas com estes reveses e porque o instituto de meteorologia tinha anunciado chuva, fiquei em d\u00favida sobre se havia mesmo de fazer o percurso. Estive mais de uma hora indeciso em casa e depois decidi ir assim mesmo. O c\u00e9u descobriu, o sol apareceu e, apesar de estar um vento forte, decidi ir at\u00e9 \u00e0 Cova do Vapor.<\/p>\n<p>Tinha pensado levar os dois c\u00e3es comigo, o Sami e o Raich\u00fa. O Sami \u00e9 um c\u00e3o rafeiro que encontr\u00e1mos na rua j\u00e1 h\u00e1 muitos anos &#8211; uns sete ou oito &#8211; e gosta imenso de me acompanhar nas caminhadas que fa\u00e7o no cabo Espichel e na serra da Arr\u00e1bida. O Raich\u00fa era um labrador preto, um c\u00e3o que tinha sido abandonado aqui perto de casa, e que foi encontrado pela minha filha mais velha. Tinha um pelo bastante bonito, era jovem ainda, e, por isso, muito indisciplinado. Enquanto esteve connosco, estragou-me o jardim todo e defecava em qualquer lado &#8211; na varanda, no passeio &#8211; o que era cansativo, principalmente porque o Sami j\u00e1 n\u00e3o fazia nada disso, e j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1vamos habituados a esses comportamentos. Al\u00e9m disso o Raich\u00fa comia muito, o que era p\u00e9ssimo para o nosso or\u00e7amento. Tiv\u00e9mos que o oferecer a um vizinho de um amigo meu e, at\u00e9 agora, tem sido bem tratado.<\/p>\n<p>O Sami \u00e9 um c\u00e3o mais leve e consegue saltar o port\u00e3o de casa. Costuma sair muitas vezes para ir comer nos caixotes do lixo das redondezas. Nesse dia, quando sa\u00ed, o Sami tinha desaparecido, por isso levei comigo apenas o Raich\u00fa.<\/p>\n<p>Deixei o carro num estacionamento mesmo junto \u00e0 praia e a um restaurante, na Cova do Vapor, e comecei a caminhada.<\/p>\n<p>Desta vez fui cal\u00e7ado com umas botas Caterpillar, com que costumava andar no dia-a-dia. Eram uma botas bastante confort\u00e1veis e com a capacidade de permitirem deslocar-me em qualquer terreno. Nunca tinha feito uma caminhada t\u00e3o grande com estas botas, por isso, n\u00e3o sabia que impacto teriam sobre os meus p\u00e9s e se ao fim de uns quil\u00f3metros se manteriam c\u00f3modas.<\/p>\n<p>Cova do Vapor, in\u00edcio da caminhada, com Lisboa ao fundo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor.jpg\" rel=\"attachment wp-att-86\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-86\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor.jpg\" alt=\"CovaDoVapor\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O vento estava forte e o c\u00e9u amea\u00e7ador. Poderia chover, mas com aquele tipo de n\u00favens, a chuva seria aguaceiros. Soltei o c\u00e3o e deixei-o correr pela praia, mas sempre que aparecia algu\u00e9m, ou algu\u00e9m com outro c\u00e3o, tinha que o chamar, e ele nem sempre obedecia.<\/p>\n<p>Na praia de S\u00e3o Jo\u00e3o da Caparica, havia um grupo grande de pessoas a fazer corrida de manuten\u00e7\u00e3o. Eram pessoas de v\u00e1rias idades, e sexo. Coriam para c\u00e1 e para l\u00e1, ao longo da praia, pela grande extens\u00e3o de areia molhada, proporcionada pela mar\u00e9 vazia.<\/p>\n<p>Passei por eles, e o c\u00e3o foi atr\u00e1s do grupo. Eu chamava-o, mas eles chamavam-no tamb\u00e9m. Eu estava com imensa dificuldade em controlar o c\u00e3o e eles, na brincadeira, pioravam a situa\u00e7\u00e3o. Tive que parar para gritar at\u00e9 que o Raich\u00fa voltasse para perto de mim. Prendi-o \u00e0 trela e passou a andar junto a mim, durante algum tempo.<\/p>\n<p>Subimos ao pared\u00e3o que protege as terras da Costa de Caparica da invas\u00e3o do mar &#8211; e que se estende de S\u00e3o Jo\u00e3o, a norte, at\u00e9 ao fim da Costa, na Nova Praia, a sul &#8211; onde se caminha melhor do que pela a areia. Os pont\u00f5es que entram mar adentro, e que servem de quebra-mares, tamb\u00e9m n\u00e3o permitem que se ande pela areia apenas, quando se atravessam aquelas praias da Caparica.<\/p>\n<p>No pared\u00e3o da Costa de Caparica<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CostaDeCaparica.jpg\" rel=\"attachment wp-att-87\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-87\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CostaDeCaparica.jpg\" alt=\"CostaDeCaparica\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CostaDeCaparica.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CostaDeCaparica-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CostaDeCaparica-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Soltei o c\u00e3o novamente, e novamente ele fugiu, desta vez atr\u00e1s de uma bola. Parei e esperei, e tive que o prender de novo. Soltei-o apenas, masi tarde, na Nova Praia, j\u00e1 depois do fim do pared\u00e3o.<\/p>\n<p>As praias da Costa de Caparica, desde a Nova Praia at\u00e9 \u00e0 praia do Rei t\u00eam, com mar\u00e9 vazia, um entenso areal pouco inclinado, \u00e0 sua frente at\u00e9 ao mar. E este areal ainda \u00e9 mais extenso em dias de mar\u00e9s vivas, como era o caso daquele fim de semana, pois a lua tinha estado cheia no dia 27.<\/p>\n<p>Durante anos, fui correr ou andar de bicicleta para aquelas praias, na \u00e9poca baixa, com a mar\u00e9 vazia. De todas aquelas praias, que compreendem a Nova Praia, a Praia da Sa\u00fade, a praia da Mata, a Praia da Riviera, a Praia da Rainha, a Praia do Castelo e a Praia do Rei, entre outras mais recentes, a minha preferida \u00e9 a Praia da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Praia da Sa\u00fade.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiaDaSaude.jpg\" rel=\"attachment wp-att-88\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-88\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiaDaSaude.jpg\" alt=\"PraiaDaSaude\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiaDaSaude.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiaDaSaude-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiaDaSaude-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Gosto imenso da Praia da Sa\u00fade por causa das casas de madeira, outrora casas de pescadores, mas que foram sendo compradas por veraneantes, o que chegou a colocar muitas delas em risco de serem demolidas.<\/p>\n<p>A partir da Praia do Rei, o areal ganha uma inclina\u00e7\u00e3o mais acentuada, o que dificulta a desloca\u00e7\u00e3o sobre a areia, n\u00e3o s\u00f3 pelo declive, mas tamb\u00e9m porque a faixa de areia molhada e compacta, boa para caminhar, \u00e9 mais estreita.<\/p>\n<p>As praias da Costa s\u00e3o servidas por um comboio de praia, que circula em cima da areia e tem paragens nas praias mais importantes: o <a href=\"http:\/\/www.transpraia.pt\/index.php?nav=historia\">Transpraia<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/comboio.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-814\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/comboio-640x425.jpg\" alt=\"comboio\" width=\"640\" height=\"425\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/comboio.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/comboio-100x66.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Lembro-me do comboio da Costa desde sempre: foi criado em 1960 e eu nasci dois anos mais tarde. Durante muitos anos o comboio partia do centro da Costa de Caparica, mesmo ao fundo da Rua dos Pescadores. Desde 2007, o terminal da Costa passou para a Praia Nova, o que lhe retirou muita visibilidade. O outro extremo da linha fica na Fonte da Telha, mesmo por cima de um restaurante de nome Terminal.<\/p>\n<p>Fim da linha do comboio da praia<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/terminal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-820\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/terminal-340x520.jpg\" alt=\"terminal\" width=\"340\" height=\"520\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/terminal-340x520.jpg 340w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/terminal-65x100.jpg 65w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/terminal.jpg 471w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chegada \u00e0 Fonte da Telha, com o restaurante Terminal ao fundo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/FonteDaTelha.jpg\" rel=\"attachment wp-att-90\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-90\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/FonteDaTelha.jpg\" alt=\"FonteDaTelha\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/FonteDaTelha.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/FonteDaTelha-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/FonteDaTelha-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A zona da Fonte da Telha, devido \u00e0s suas fal\u00e9sias de f\u00e1cil acesso, \u00e9 muito utilizada pelos praticantes de parapente. Como estava um tempo muito ventoso, os amantes desta modalidade aproveitaram o dia e os c\u00e9us estavam cheios de asas coloridas. Captei uma quando me fotografei a mim e ao meu c\u00e3o.<\/p>\n<p>Raichu, o c\u00e3o que me acompanhou no percurso todo, com um parapente ao fundo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu.jpg\" rel=\"attachment wp-att-92\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-92\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu.jpg\" alt=\"Raichu\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Continuei a caminhar para sul. J\u00e1 tinha andado cerca de dez quil\u00f3metros e a passada e o ritmo cont\u00ednuos quase me tinham adormecido o c\u00e9rebro. Estava a andar de forma autom\u00e1tica, parecia um aut\u00f3mato, S\u00f3 queria chegar ao fim, acontecesse o que acontecesse. E os acontecimentos, at\u00e9 ali, tinham sido de uma banalidade extrema.<\/p>\n<p>Os meus olhos prenderam-se ao horizonte e segui. Reparei, entretanto, que havia um rasto de um ve\u00edculo autom\u00f3vel na areia molhada. Segui o rasto com o olhar e, ao fundo, entre a bruma da humidade mar\u00edtima, vi os contornos do ve\u00edculo em contraluz e pensei: &#8220;a pol\u00edcia n\u00e3o vem aqui autuar estes tipos?&#8221; N\u00e3o \u00e9 permitido andar de carro na areia da praia e, ao longe, parecia-me ser o carro de um puto abusador, ou mesmo de um pescador, j\u00e1 que se vislumbravam algumas canas de pesca nas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que me ia aproximando pareceu-me ver uns vultos a tentar levantar um corpo pelos p\u00e9s e pelas m\u00e3os. A minha interpreta\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio mudou naquele momento: &#8220;ser\u00e1 a pol\u00edcia a tentar levantar um corpo?&#8221;<\/p>\n<p>Mais perto, no meu percurso entre a Fonte da Telha e a Lagoa de Albufeira, percebi que era a Marinha a recolher um morto. Algu\u00e9m que se afogou e deu \u00e0 costa j\u00e1 sem algumas partes moles do corpo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Morto.jpg\" rel=\"attachment wp-att-93\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-93\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Morto.jpg\" alt=\"Morto\" width=\"640\" height=\"307\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Morto.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Morto-300x144.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Morto-100x48.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tentaram levant\u00e1-lo, mas ele escorregava e, provavelmente, estava a come\u00e7ar a desfazer-se. N\u00e3o o conseguiram meter na caixa traseira da carrinha. Por isso, telefonaram a algum respons\u00e1vel a pedir indica\u00e7\u00f5es de como atuar.<\/p>\n<p>Enquanto me aproximava, preparei o telem\u00f3vel para fotografar, mas sem querer, retirei o som ao telefone. Tentei fazer umas fotos e, como n\u00e3o ouvia o disparo, continuei a disparar, pensando sempre que havia qualquer problema com o dispositivo.<\/p>\n<p>Um dos guardas aproximou-se de mim e disse-me que n\u00e3o podia fotografar. Eu respondi-lhe que o telefone estava com problemas e ele rematou: &#8220;Ainda bem&#8221;.<\/p>\n<p>Prendi o c\u00e3o para n\u00e3o se aproximar do morto e contornei o ve\u00edculo por cima, pela areia seca, uma vez que o morto se encontrava mais abaixo, junto \u00e0 \u00e1gua. Pedi para olhar para o morto, pois nunca tinha visto um afogado naquelas condi\u00e7\u00f5es. Parte da pela estava desfeita. As partes moles tinham desaparecido, nomeadamente os olhos e os genitais. Era uma vis\u00e3o terr\u00edvel de como uma pessoa pode terminar os seus dias. Virei-me para sul e continuei a caminhada.<\/p>\n<p>Ao fim de um quil\u00f3metro, cheguei \u00e0 mina.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0LHdR6qNQeQ\" width=\"640\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>A mina \u00e9 uma reentr\u00e2ncia na fal\u00e9sia por onde escorre a \u00e1gua que se infiltra na areia de toda a regi\u00e3o arenosa a leste. Tem uma vegeta\u00e7\u00e3o abundante que cobre toda a \u00e1rea, e h\u00e1 um curso de \u00e1gua que sai l\u00e1 de dentro, mas que se infiltra na areia da praia, e n\u00e3o chega ao mar. \u00c9 um bom s\u00edtio para os c\u00e3es beberem \u00e1gua &#8211; e n\u00f3s, casa tenhamos muita sede &#8211; por isso levei l\u00e1 o meu c\u00e3o, para saciar a secura daqueles primeiros doze quil\u00f3metros de percurso.<\/p>\n<p>Dez minutos depois, outro choque: l\u00e1 ao fundo, a sul, cinco turistas, tr\u00eas homens duas mulheres, talvez com mais de 60 anos, estavam a tentar colocar um golfinho, que tinha dado \u00e0 costa com a ondula\u00e7\u00e3o forte, dentro de \u00e1gua. S\u00f3 consegui fotografar de longe e contra o sol.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Golfinho.jpg\" rel=\"attachment wp-att-94\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-94\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Golfinho.jpg\" alt=\"Golfinho\" width=\"640\" height=\"472\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Golfinho.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Golfinho-300x221.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Golfinho-100x74.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando me aproximei mais, j\u00e1 o golfinho &#8211; talvez com um metro e meio de comprimento &#8211; estava dentro de \u00e1gua. A ondula\u00e7\u00e3o estava muito forte, e o mar ali \u00e9 muito perigoso. Posso dizer que arriscaram a vida pelo golfinho, que n\u00e3o estou a exagerar.<\/p>\n<p>Para quem vinha a andar h\u00e1 duas horas, com a cabe\u00e7a vazia de pensamentos, num espa\u00e7o de banalidade quase absoluta, num mundo onde nada de relevante acontecia, o morto e o golfinho foram como dois socos no est\u00f4mago que me fizeram acordar de imediato. Um jorro de adrenalina invadiu-me o corpo e manteve-me desperto por, pelo menos, mais uma hora.<\/p>\n<p>Andei umas centenas de metros mais para sul e cheguei \u00e0 Lagoa de Albufeira. Vinha preparado para passar a abertura da lagoa a nado, mas a passagem da Lagoa de Albufeira para o mar tinha assoreado. Eu tinha l\u00e1 estado em junho, com os mi\u00fados, a aproveitar a corrente descendente de \u00e1gua que faz da lagoa um parque aqu\u00e1tico natural. Mas agora j\u00e1 n\u00e3o havia liga\u00e7\u00e3o da lagoa ao mar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cfbAcvjn_no\" width=\"640\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Lagoa de Albufeira ao fundo, e a areia que tapou o canal de comunica\u00e7\u00e3o com o mar.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/LagoaDeAlbufeira.jpg\" rel=\"attachment wp-att-96\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-96\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/LagoaDeAlbufeira.jpg\" alt=\"LagoaDeAlbufeira\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/LagoaDeAlbufeira.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/LagoaDeAlbufeira-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/LagoaDeAlbufeira-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Naquele s\u00e1bado, dia 31 de outubro, estava a decorrer um concurso de pesca na zona da Lagoa de Albufeira. Havia dezenas de pescadores, separados entre si talvez por um espa\u00e7o de quinze metros. Muitas das canas estavam lan\u00e7adas para o mar, o que me obrigava a desviar-me das linhas e a ter que subir para a areia seca, onde o andar \u00e9 mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os pescadores, voltei \u00e0 faixa de areia molhada e continuei, agora, numa zona onde nunca tinha andado a p\u00e9. J\u00e1 tinha vindo a p\u00e9, a correr, ou de bicicleta, v\u00e1rias vezes, desde a Costa at\u00e9 \u00e0 Lagoa de Albufeira, mas dali para sul o caminho era novo para mim.<\/p>\n<p>Logo a seguir \u00e0 lagoa, a paisagem volta a apresentar uma fal\u00e9sia semelhante \u00e0 que se segue \u00e0 Fonte da Telha. No entanto, nalgumas zonas, o recorte \u00e9 impressionante.<\/p>\n<p>Entre a Lagoa de Albufeira e Alfarim h\u00e1 imensas fal\u00e9sias com recortes surpreendentes.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Alfarim.jpg\" rel=\"attachment wp-att-95\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-95\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Alfarim.jpg\" alt=\"Alfarim\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Alfarim.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Alfarim-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Alfarim-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para al\u00e9m das fal\u00e9sias lind\u00edssimas, h\u00e1 tamb\u00e9m imensas bicas de \u00e1gua doce onde podemos beber \u00e1gua com a confian\u00e7a de estarmos a beber uma \u00e1gua n\u00e3o polu\u00edda e, ao mesmo tempo, fresca e viva.<\/p>\n<p>Pelo caminho h\u00e1 diversas fontes de \u00e1gua doce onde aproveit\u00e1mos para beber \u00e1gua fresca.<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yMiL2u0CePU\" width=\"640\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Parei na praia das Bicas para almo\u00e7ar, passava pouco das duas horas da tarde. Antes de almo\u00e7ar decidi ir dar um mergulho. O mar estava muito agitado naquele dia, ali\u00e1s como \u00e9 usual naquela zona da costa oeste. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 agitado como \u00e9 perigoso.<\/p>\n<p>A faixa de areia que d\u00e1 acesso \u00e0 \u00e1gua tem, na praia das Bicas, uma inclina\u00e7\u00e3o muito acentuada. Quando a ondula\u00e7\u00e3o est\u00e1 forte, a \u00e1gua sobe e desce pela rampa de areia e ganha velocidades muito elevadas. S\u00f3 quem nunca teve que lutar com o mar \u00e9 que n\u00e3o percebe o perigo que aqueles movimentos de grandes massas de \u00e1gua representa.<\/p>\n<p>Aproximei-me do limite onde as ondas chegavam, para avaliar a velocidade e a for\u00e7a da \u00e1gua. Era imposs\u00edvel ir mergulhar l\u00e1 abaixo. As ondas teriam talvez tr\u00eas ou quatro metros mesmo no momento da rebenta\u00e7\u00e3o. Ondas volumosas, com algumas dezenas de toneladas a rebentarem em cima da areia. Tinha que arranjar uma outra forma de mergulhar o corpo dentro de \u00e1gua, encontrar uma outra estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Esperei que uma onda rebentasse e que a \u00e1gua subisse at\u00e9 ao ponto m\u00e1ximo. Desci um pouco a rampa, virei-me\u00a0com as costas para o mar e a cara para a fal\u00e9sia, e atirei-me para dentro de \u00e1gua, empranchado, com a barriga para baixo. Enquanto a \u00e1gua voltava ao mar, passou-me por cima do corpo todo, mas eu mantinha-me no lugar, porque tinha\u00a0 os p\u00e9s e as m\u00e3os afastados e enterrados na areia, para n\u00e3o me deixar levar.<\/p>\n<p>Foi um mergulho \u00fanico. N\u00e3o conv\u00e9m abusar da sorte. Voltei para cima para almo\u00e7ar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas.jpg\" rel=\"attachment wp-att-97\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-97\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas.jpg\" alt=\"Bicas\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Levei duas sandes feitas por mim, com p\u00e3o de cabe\u00e7a e um bife de atum estufado pela Teresa na noite anterior. Comi a primeira sandes, que acompanhei com caf\u00e9 que cozinho em casa tamb\u00e9m &#8211; caf\u00e9 mo\u00eddo que ferve durante cinco minutos. Percebi, ent\u00e3o, que o c\u00e3o estava chocho. Deitou-se, quando costumava andar freneticamente a explorar as redondezas. Se tivesse sempre este coomportamento t\u00e3o calmo, n\u00e3o o ter\u00edamos encaminhado para outra fam\u00edlia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-825\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-2-640x480.jpg\" alt=\"Raichu-2\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Raichu-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O c\u00e3o n\u00e3o estava bem, mas sede n\u00e3o teria, pois bebeu \u00e1gua nas v\u00e1rias bicas que encontr\u00e1mos desde a Lagoa de Albufeira. Tinha fome, provavelmente. Este c\u00e3o costumava comer muito, portanto deveria estar a sofrer de alguma fraqueza. Partilhei a segunda sandes com ele, que devorou avidamente, tanto o atum como o p\u00e3o, e logo arrebitou e ganhou \u00e2nimo para continuar.<\/p>\n<p>Na praia das Bicas termina o caminho pela a areia e come\u00e7a o caminho pelos trilhos do cabo. J\u00e1 tinha percorrido cerca de vinte e cinco quil\u00f3metros, faltavam apenas sete, que por aquele caminho acidentado deveriam consumir pouco mais de uma hora e meia.<\/p>\n<p>Praia das Bicas ao fundo, vista do topo do morro<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-98\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-98\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-2.jpg\" alt=\"Bicas-2\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-2-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Bicas-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Subi o morro e caminhei pelos trilhos que levam at\u00e9 ao cabo Espichel. \u00c9 um caminho que se consegue fazer em modo de navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vista, uma vez que o cabo est\u00e1 quase sempre vis\u00edvel, e n\u00e3o existem muitos becos sem sa\u00edda, que nos obriguem a voltar para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez que fiz aquele percurso. Alguns amigos meus t\u00eam feito caminhadas por ali, inseridos em grupos organizados, com guias que v\u00e3o explicando o caminho: desde curiosidades hist\u00f3ricas, at\u00e9 pormenores sobre a fauna, a flora ou a orografia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 isso que eu busco nestas caminhadas. O que busco \u00e9 a liberdade de escolha e de op\u00e7\u00e3o, em primeiro lugar; o desbravamento e a viagem, logo depois; a descoberta, o despojamento e a introspe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cerca de quinhentos metros depois de deixar a praia das Bicas, h\u00e1 uma pequena praia de acesso dif\u00edcil, onde tive que descer para poder passar a ravina que corta a montanha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-828\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-1-640x480.jpg\" alt=\"Praia-1\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-1.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-1-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pormenor do meu percurso para passar a ravina<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-829\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-2-640x463.jpg\" alt=\"Praia-2\" width=\"640\" height=\"463\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Praia-2-100x72.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o encontrei um nome para esta praia, mas \u00e9 um pequno enclave de areia que fica entre as praias das Bicas e da Foz.<\/p>\n<p>A descida at\u00e9 \u00e0 praia, e a subida da montanha, do outro lado, tornam o caminho mais dif\u00edcil, obrigam a um maior esfor\u00e7o, e tornam tudo mais imprevis\u00edvel. O meu joelho esquerdo j\u00e1 estava com dificuldade em aguentar o impacto do peso do corpo nas descidas. Tive que transferir os passos mais complicados para a perna direita, ou seja, passei a coxear nas descidas. Depois daquele acidente, quase logo no in\u00edcio do caminho de montanha, desejei que n\u00e3o houvesse muitos mais assim at\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p>Um pouco mais \u00e0 frente, tive que descer quase at\u00e9 \u00e0 praia da Foz. A descida n\u00e3o era t\u00e3o inclinada como a anterior, mas tamb\u00e9m me custou a descer.<\/p>\n<p>Passei a praia da Foz, Continuei pelo bordo da fal\u00e9sia e contornei a praia do Rebenta Bois. Tinha sido prefer\u00edvel utilizar um caminho mais no interior, pois aquele era, por vezes, muito estreito e passava mesmo no bordo da montanha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Rebenta-Bois.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-832\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Rebenta-Bois-640x480.jpg\" alt=\"Rebenta-Bois\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Rebenta-Bois.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Rebenta-Bois-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Passei por zonas mais pedregosas, zonas de vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, e outras mais arborizadas. Cruzei, tamb\u00e9m alguns cursos de \u00e1gua que, nalguns casos, tinham enlameado todo o caminho e tornavam a passagem dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Tirei algumas fotografias \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o e \u00e0 paisagem. Seguem-se duas dessas fotos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Armeria_pungens\">Armeria pungens<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Armeria-pungens.jpg\" rel=\"attachment wp-att-99\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-99\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Armeria-pungens.jpg\" alt=\"Armeria-pungens\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Armeria-pungens.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Armeria-pungens-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Armeria-pungens-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pedras verdes no Espichel<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedrasVerdes.jpg\" rel=\"attachment wp-att-100\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-100\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedrasVerdes-225x300.jpg\" alt=\"PedrasVerdes\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedrasVerdes-225x300.jpg 225w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedrasVerdes-75x100.jpg 75w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedrasVerdes.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao fim de uma hora e meia, ap\u00f3s ter deixado a praia das Bicas, cheguei ao miradouro de onde se pode observar a Pedra da Mua, que \u00e9 uma laje onde ficaram gravadas pegadas de dinosauros do per\u00edodo Jur\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Na pedra da Mua<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedraDaMua.jpg\" rel=\"attachment wp-att-101\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-101\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedraDaMua.jpg\" alt=\"PedraDaMua\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedraDaMua.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedraDaMua-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PedraDaMua-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Praia dos Lagosteiros, com a igreja do Espichel ao fundo<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiDosLagosteiros.jpg\" rel=\"attachment wp-att-102\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-102\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiDosLagosteiros.jpg\" alt=\"PraiDosLagosteiros\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiDosLagosteiros.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiDosLagosteiros-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/PraiDosLagosteiros-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Faltava apenas contornar a praia dos Lagosteiros, para chegar ao fim do percurso. Demorei cerca de vinte minutos a faz\u00ea-lo, j\u00e1 em esfor\u00e7o, com algumas dores no joelho, sempre que tinha que vencer alguma descida mais acentuada.<\/p>\n<p>Cheguei, por fim \u00e0 igreja de Nossa Senhora do Cabo, mas s\u00f3 parei o registo do percurso quando cheguei \u00e0 Ermida da Mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nossa Senhora do Cabo<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/NossaSraDoCabo.jpg\" rel=\"attachment wp-att-103\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-103\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/NossaSraDoCabo.jpg\" alt=\"NossaSraDoCabo\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/NossaSraDoCabo.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/NossaSraDoCabo-300x225.jpg 300w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/NossaSraDoCabo-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ermida da Mem\u00f3ria<br \/>\n<a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Ermida_da_Memoria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-833\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Ermida_da_Memoria-640x480.jpg\" alt=\"Ermida_da_Memoria\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Ermida_da_Memoria.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/Ermida_da_Memoria-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ep\u00edlogo<\/p>\n<p>Durante o percurso, depois dos primeiros dez quil\u00f3metros, as unhas dos p\u00e9s come\u00e7aram a incomodar-me. N\u00e3o me lembrei de cort\u00e1-las antes da caminhada e o facto de estarem constantemente a bater na frente das botas, come\u00e7ou a causar-me dores. Fiquei com duas unhas vermelhas, com sangue pisado por baixo, e uma dessas unhas &#8211; a unha do dedo pequeno do p\u00e9 direito &#8211; ca\u00edu dois meses mais tarde. Percebi que tenho que cortar as unhas dos p\u00e9s o mais rente que for poss\u00edvel, e depois, tenho que lim\u00e1-las de forma a que n\u00e3o toquem nos sapatos.<\/p>\n<p>As botas tamb\u00e9m mostraram n\u00e3o ser as mais adequadas. Fiquei com algumas dores nos p\u00e9s, principalmente no local onde os atacadores terminavam, por cima dos tarsos. Mas s\u00f3 na caminhada seguinte \u00e9 que percebi que, para caminhadas t\u00e3o grandes e exigentes, tinha que arranjar cal\u00e7ado mais adequado.<\/p>\n<p>A Teresa foi buscar-me ao Espichel. J\u00e1 l\u00e1 estava, quando cheguei. Par\u00e1mos cerca de dois quil\u00f3metros depois, numa pastelaria do lado esquerdo, a minha preferida da regi\u00e3o, para eu beber uma cerveja: talvez a cerveja mais r\u00e1pida que j\u00e1 bebi. Foi dif\u00edcil sair do carro e foi dif\u00edcil voltar a entrar, tais eram as dores nas pernas, nos joelhos e nos p\u00e9s. Volt\u00e1mos \u00e0 Cova do Vapor, para ir buscar o meu carro, e aproveit\u00e1mos para tirar uma fotografia ao p\u00f4r-do-sol.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/riaformosa.wp.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-2-640x480.jpg\" alt=\"CovaDoVapor-2\" width=\"640\" height=\"480\" class=\"alignnone size-medium wp-image-835\" srcset=\"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-2.jpg 640w, http:\/\/riaformosa.w3.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2015\/11\/CovaDoVapor-2-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entretanto, decidi fazer outra caminhada, desta vez da\u00a0Cova do Vapor at\u00e9 ao Cabo Espichel, num dia apenas. Foram 32 km, 6h45m. \u00c9 um percurso que deve ser feito com a mar\u00e9 a vazar, talvez j\u00e1 com 3h de vazante, para se apanhar areia dura durante todo o percurso, o que facilita a caminhada. O ficheiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/77"}],"collection":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=77"}],"version-history":[{"count":37,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/77\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":836,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/77\/revisions\/836"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=77"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=77"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/riaformosa.w3.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=77"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}