Cascais – Nazaré – Cap. I

O primeiro troço do percurso foi de Cascais até ao Cabo da Roca.

A imagem seguinte contém o percurso registado pela aplicação Highway Star que desenvolvi para o sistema operativo Android.

O ficheiro KML do percurso está aqui: Cascais-Nazare-cap1.kml

Cascais-Nazare-Cap-I

Início: 23-04-2016, 15:04
Velocidade média: 5.607 km/h
Tempo: 03h 52m 19.640s
Espaço: 21.712 km

Saímos da estação de comboios de Cascais e dirigimo-nos ao porto, onde tínhamos terminado a caminhada anterior. Apesar do nosso destino ser para norte, estávamos a andar para sul, pois tínhamos decidido caminhar ao longo da costa.

Era sábado, estava uma tarde de céu limpo, com sol, e o paredão estava repleto de turistas, atletas e ciclistas, que se cruzavam connosco nos dois sentidos.

Em pouco tempo chegamos à Boca do Inferno onde, um dia, há mais de vinte anos, fui pescar com a Teresa, numa manhã com o mar agitado. Estivémos uma hora a lançar os anzóis à água, até que uma onda mais forte bateu na muralha de rochas, elevou-se mais de dez metros acima de nós e terminou a nossa maravilhosa manhã de pescaria. Voltámos encharcados para o carro.

BocaDoInferno

Continuámos pela costa de Cascais e entrámos na estrada nacional 247, que nos acompanhou quase sempre até ao fim da caminhada. Seguimos a caminho do Guincho.

Guincho

O IPMA tinha previsto uma tarde com vento fraco, mas o vento estava bastante agreste. Penso que a previsão mais correta teria sido de vento moderado.

Guincho2

Passámos pelo cabo Raso e pelo farol do Guincho e chegámos à praia do Guincho. Dentro de água, avistavam-se talvez uma dezena de surfistas. O céu estava limpo e com sol, mas não havia banhistas na praia devido ao vento desconfortável que soprava de nordeste e que arrastava areia com ele. Na estrada, antes de encetarmos a subida para a Malveira da Serra, cruzámo-nos com os últimos banhistas que abandonavam aquele ambiente agreste e desagradável.

Após o Guincho, a estrada entra na serra, ladeada de árvores altas e o vento deixou de se sentir. Fizémos a primeira paragem no ponto 38.732835 N 9.466553 W para urinar e comer uma maçã.

Contrariamente ao troço anterior, de Cascais até ali, o caminho até à Malveira, não tinha bermas para peões. Tínhamos que caminhar pela estrada e, por vezes, resguardarmo-nos nas valas de escoamento de água, para deixar passar os automóveis.

Lembro-me de ter descido aquela estrada, no passado, de automóvel, talvez duas vezes, e ao chegar ao fim deparei com as extensas areias do Guincho, quase a perder de vista. Nunca parei para desfrutar da praia, nem mergulhei naquelas águas, mas são ambas muito convidativas.

Continuámos a subida até à Malveira e, à chegada, confirmei que o ritmo da nossa passada era elevado. Desde a saída da estação de comboios em Cascais, até à Malveira da Serra, tínhamos andado catorze quilómetros, num período de duas horas, a uma velocidade de sete quilómetros por hora.

Malveira

Se eu tivesse ido sozinho teria caminhado mais devagar. Ao tentar acompanhar o ritmo do Igor, tive que fazer mais força com os pés no chão, colocar os dedos dos pés em forma de garra, sempre tensos, e fiquei com a sensação de estar a começar a formar bolhas nos pés – coisa que nunca me tinha acontecido em nenhuma caminhada no passado.

Não pedi ao Igor para abrandar o ritmo, nem fiquei para trás – acompanhei-o sempre – mas talvez essa opção tenha sido errada.

Depois da Malveira da Serra, voltámos a caminhar em campo aberto, sem a proteção da montanha e das árvores e voltámos a sentir o vento forte e constante. A estrada continua a não ter uma berma para peões, pelo que é preferível andar por caminhos ou estradas secundárias.

Malveira2

Quando desenhei o percurso de Cascais à Nazaré, tentei escolher, sempre que possível, estradas secundárias, para evitar o tráfego intenso das estradas principais, e o perigo que isso representa para os caminhantes. Mas assim que entrámos no primeiro caminho com o chão de cascalho, o Igor queixou-se por causa do calçado que levava.

O Igor tinha levado uns sapatos de corda, com uma sola de borracha mole igual à das sapatilhas de borracha usadas na praia. Sente-se confortável com eles, mas não caminha com facilidade em solos acidentados.

Continuámos ainda na estrada alcatroada até entrarmos na freguesia de Colares (38.766811 N, 9.473536 W).

Colares

Quinze metros à frente, desviámos para o caminho do Rio Touro, em direção ao cabo da Roca. O caminho desce ligeiramente e entra, mais à frente, numa zona ladeada por árvores,

(em atualização)

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